Trump divulga imagem de Maduro detido após ofensiva dos EUA na Venezuela
Governo venezuelano fala em agressão militar, decreta estado de exceção e líderes internacionais reagem à ação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta sexta-feira, em sua rede social, uma imagem que afirma mostrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia.
Segundo a publicação, Maduro aparece com os olhos cobertos e algemas, vestindo um moletom. Trump declarou que o líder venezuelano teria sido detido junto com a esposa após uma ação militar das forças norte-americanas contra Caracas. Na legenda da imagem, o presidente dos EUA escreveu que Maduro estaria a bordo do navio USS Iwo Jima.
Em declarações posteriores, Trump afirmou que os Estados Unidos não pretendem instalar um governo tradicional no país de forma imediata. Segundo ele, a administração da Venezuela ficará a cargo de um grupo designado pelo governo norte-americano. “Vamos governar com um grupo e garantir que o país seja administrado de forma adequada. Estamos escolhendo as pessoas neste momento e manteremos todos informados”, disse.
Ainda de acordo com Trump, a captura de Maduro e de sua esposa já teria sido comunicada oficialmente. O governo venezuelano, por sua vez, classificou os ataques como uma “grave agressão militar” e a vice-presidente Delcy Rodríguez solicitou publicamente uma prova de vida do casal.
Autoridades venezuelanas informaram que explosões foram registradas em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em nota oficial, o governo afirmou que os ataques atingiram tanto áreas civis quanto instalações militares.
Diante do cenário, Nicolás Maduro assinou um decreto que estabelece estado de exceção em todo o território nacional. Em pronunciamento, convocou a população e as forças políticas do país à mobilização, classificando a ofensiva como um “ataque imperialista” e alertando para riscos à paz e à estabilidade internacionais.
O governo venezuelano também acusou os Estados Unidos de tentar se apropriar de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, alegando que o objetivo seria enfraquecer a soberania nacional.
No cenário internacional, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que a ação representa uma grave afronta à soberania da Venezuela e alertou para o perigo de precedentes desse tipo para a comunidade internacional, sem mencionar diretamente os Estados Unidos.
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, reagiu de forma oposta. Em publicação na rede X, comemorou a prisão de Maduro com a frase “a liberdade avança”, repetindo um dos principais slogans utilizados durante sua campanha presidencial.
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