Estreito: Léo Cunha aumenta contribuição de iluminação e aprofunda crise do município.

Prefeitura de Estreito (MA) anuncia aumento de até 45% na taxa de iluminação pública em meio à crise administrativa e precariedade dos serviços municipais.

Estreito: Léo Cunha aumenta contribuição de iluminação e aprofunda crise do município.

Léo Cunha escrevendo em uma mesa.

Reajuste sem transparência faz o cidadão pagar pela má gestão enquanto serviços básicos entram em colapso.

Estreito (MA) – Em meio a uma das piores fases administrativas da história recente do município de Estreito, a gestão do prefeito Leoarren Túlio de Sousa Cunha publica, em 6 de janeiro de 2026, Decreto Municipal nº 045/2025, atualizando os valores da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (CIP) em até 45%, nominalmente acima da inflação acumulada dos últimos anos.

A medida, publicada no Diário Oficial dos Municípios da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), determina o novo rol de valores que os consumidores – residenciais, comerciais e públicos – deverão pagar pela iluminação das vias públicas.

A Crise em Estreito e a Mobilização da População

Os cidadãos de Estreito estão se mobilizando para entender o impacto desse aumento na CIP e exigir melhores serviços públicos.

A situação em Estreito é alarmante, e muitos moradores estão preocupados com o futuro da cidade.

Além disso, a falta de transparência sobre como os recursos de Estreito estão sendo utilizados gera desconfiança entre os cidadãos.

Embora o texto legal tente justificar o reajuste com base em atualização pelo INPC – índice oficial de inflação – o próprio decreto reconhece que o aumento aplicado é quase equivalente ao custo real da energia elétrica, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Ou seja: em plena crise financeira em Estreito, com serviços essenciais debilitados, o prefeito transfere para os moradores custos crescentes de energia pública que já recairiam sobre as contas de consumo.

Esse aumento na CIP ocorre em um momento de profunda insatisfação com a administração municipal. Moradores relatam que:

Por fim, a população de Estreito espera por respostas e soluções que ajudem a reverter essa crise.

  • Serviços de saúde e de educação em estado precário, com falta de atendimento básico e infraestrutura hospitalar deficiente.
  • Déficits orçamentários e de serviços públicos, sem respostas efetivas da prefeitura.
  • Inércia em ações de desenvolvimento e melhorias estruturais.
    Diferentemente do que ocorre com programas sociais (como a Tarifa Social de Energia, fruto de parcerias com a FAMEM e empresas distribuidoras para redução do valor da conta elétrica em famílias de baixa renda), o decreto municipal não traz mecanismos claros de proteção aos mais pobres e não explica de forma transparente porque a população precisará arcar com um reajuste tão elevado.
    A crítica de moradores e lideranças locais é uníssona: “o município está sucateado, endividado e com serviços essenciais em colapso – e ainda assim a prefeitura aumenta tributos”.

Em um cenário em que muitos municípios do Maranhão enfrentam desafios similares com a prestação de serviços e renegociação de dívidas, nada justifica o peso desse reajuste sobre quem já luta para pagar contas básicas no fim do mês.
Até o fechamento desta edição, não há justificativas públicas detalhadas da prefeitura ou de sua equipe econômica explicando: Como o aumento foi calculado? Por que não foram oferecidos regimes de isenção ou escalonamento conforme renda? Quais medidas estão sendo tomadas para enfrentar a crise financeira?

Os desafios enfrentados por Estreito refletem a necessidade urgente de uma gestão mais eficaz e responsável.

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