Câmara Municipal de Imperatriz devolve R$ 2,3 milhões à Prefeitura.
Por Aurelian Vox – Brasília-DF | 03 de março de 2026
Em meio a críticas à classe política, devolução milionária em Imperatriz mostra que, quando há gestão séria, o dinheiro público volta para a população.

A Câmara Municipal do município de Imperatriz, localizado no sul da Maranhão, a 635 km da capital maranhense, formalizou a devolução de R$ 2,3 milhões aos cofres da Prefeitura de Imperatriz, referentes às sobras orçamentárias do duodécimo repassado ao Legislativo. A medida foi apresentada pela presidência da Casa como resultado de uma gestão pautada na economia, no planejamento e no uso consciente dos recursos públicos.
De acordo com a comunicação oficial, os valores devolvidos poderão ser aplicados pelo Executivo em áreas prioritárias como saúde, educação, infraestrutura e assistência social, conforme as demandas da população.
O presidente da Câmara, Adhemar Alves de Freitas Júnior, natural de Imperatriz e formado em Direito pela UFPA, está em seu terceiro mandato consecutivo como vereador, eleito pela primeira vez em 2017.
Sua trajetória política está inserida em uma tradição familiar no município. Seu pai, Adhemar Freitas, exerceu cinco mandatos como vereador e presidiu o Legislativo municipal, tendo realizado devolução de recursos ao Executivo em sua gestão. A atuação política da família remonta ainda ao avô, Francisco Alves de Freitas, vereador nos anos 1950, e ao tio, Francisco Alves de Freitas Filho, que foi vereador, deputado estadual e chegou a assumir mandato como deputado federal.
Tecnicamente, a devolução de sobras do duodécimo ocorre quando o Legislativo executa suas despesas com eficiência e encerra o exercício financeiro com saldo positivo. Embora seja um procedimento permitido e previsto na legislação, nem sempre os valores devolvidos são expressivos.
No caso de Imperatriz, os R$ 2,3 milhões reforçam o caixa do Executivo municipal e ampliam a capacidade de investimento em políticas públicas. Segundo Adhemar Jr., a medida é resultado de uma administração comprometida com a responsabilidade fiscal:
“Conduzi um trabalho pautado na economia, planejamento e uso consciente dos recursos públicos. Essa devolução é fruto de uma gestão séria e comprometida com Imperatriz.”.
Imperatriz, segundo maior município do Maranhão, possui um Legislativo com 21 vereadores e papel estratégico na fiscalização e elaboração de políticas públicas locais. A devolução anunciada se insere em um contexto em que a sociedade cobra cada vez mais eficiência, transparência e zelo pelo patrimônio público.
Em um cenário político nacional frequentemente marcado por críticas à gestão de recursos, ações como essa reforçam um princípio básico da administração pública: quando há planejamento, boa vontade e respeito ao dinheiro do contribuinte, é possível fazer mais com menos. A devolução, portanto, ultrapassa o aspecto contábil. Torna-se também um gesto de responsabilidade institucional e de cooperação entre os Poderes municipais.
No contexto de Imperatriz, a devolução de R$ 2,3 milhões pode ser vista, comparativamente, como um ato de gestão compatível com práticas de eficiência fiscal, similar às observadas em cidades de porte médio e grande no país. Isso não é rotina em todas as Câmaras Municipais brasileiras, mas tem se tornado mais visível em locais onde o controle externo, a fiscalização pública e a cultura de transparência têm maior ênfase.
A postura adotada pela presidência sob Adhemar Freitas Jr. – enfatizando economia, planejamento e respeito ao patrimônio público – se alinha, portanto, com uma tendência de maior responsabilização dos gestores públicos.
R$ 2,3 milhões devolvidos e uma pergunta no ar: por que isso ainda é exceção na política brasileira?




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