Kassio Nunes Marques assumirá presidência do TSE em 2026 em meio a cenário político polarizado

Ministro do STF comandará as eleições gerais e contará com aliados estratégicos na composição da Corte Eleitoral
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques deverá assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro semestre de 2026, sucedendo a ministra Cármen Lúcia. A posse está prevista para junho, antes do início oficial da campanha eleitoral, e o mandato seguirá até maio de 2027.
Indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Kassio será responsável por conduzir as eleições gerais de outubro de 2026, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. O processo ocorrerá em um ambiente de forte polarização política e de novos desafios, como o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais.
Na vice-presidência do TSE estará o ministro André Mendonça, também integrante do STF e indicado por Bolsonaro. A dupla é vista por aliados como defensora de um perfil mais discreto e menos intervencionista na atuação da Justiça Eleitoral.
Durante o período eleitoral, a composição do TSE deverá incluir, além de Kassio e Mendonça, o ministro Dias Toffoli, representando o STF. Pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), integrarão a Corte Antonio Carlos Ferreira — que exercerá a corregedoria-geral até próximo ao primeiro turno — e Ricardo Villas Bôas Cueva. Completam o colegiado os juristas Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, indicados pelo presidente da República.
Interlocutores do tribunal destacam que Kassio mantém bom relacionamento com ministros como Dias Toffoli e Antonio Carlos Ferreira, o que pode facilitar a construção de consensos nas decisões colegiadas. Nos últimos anos, o ministro ampliou sua influência institucional, inclusive com participação em articulações nos três Poderes.
Internamente, Kassio sinaliza a intenção de conduzir o TSE com menor protagonismo em disputas políticas, buscando reduzir tensões entre instituições. O estilo contrasta com a gestão anterior de Alexandre de Moraes, marcada por atuação mais firme no enfrentamento à desinformação durante o pleito de 2022. Ainda assim, o ministro ressalta que a Corte seguirá atenta a abusos que comprometam a lisura do processo eleitoral.
As eleições de 2026 devem ocorrer sob debates intensos sobre segurança das urnas eletrônicas, regulação das plataformas digitais e impactos de novas tecnologias na comunicação política. Embora setores da direita vejam a atual composição da cúpula do TSE como mais favorável, especialistas lembram que as decisões dependem do posicionamento conjunto dos sete ministros.
Com um eleitorado superior a 155 milhões de pessoas, o pleito de 2026 marcará uma ampla renovação dos cargos do Executivo e do Legislativo. Atual vice-presidente do TSE, Kassio Nunes Marques já participa dos preparativos, incluindo a revisão de normas que irão reger a disputa eleitoral.



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