O tempo passa, os ânimos baixam – Resumo semana 38

Em um ano normal, notícias boas são sempre bem-vindas. Porém, como estamos em 2020. Elas têm peso maior. Parece que conforme o tempo passa, as cabeças esfriam, os ânimos baixam e as economias normalizam. A ação dos Bancos Centrais fez com que o mundo pudesse sair de uma crise sem prescindentes para, ao menos por enquanto, uma recuperação dos mercados.

Nos últimos meses, Austrália, Canadá, Coréia do Sul e Estados Unidos geraram empregos em suas economias. Concomitantemente, as vendas no varejo também também mostraram que o mundo está em recuperação. Na China, Reino Unido e Canada houve aumento nas vendas, sendo que nos dois últimos citadas elas voltaram a patamares superiores daqueles vistos antes da crise provocada pelas quarentenas.

No Japão a deflação voltou ao radar. Os preços para o consumidor (excluindo alimentos) caíram 0,4% comparados com o mesmo período do ano anterior. O Banco Central do país declarou que fará o possível para manter o país distante da deflação – problema crônico dos japoneses. Além disso, as exportações do país caíram 14,8% se comparadas com o ano anterior.

No Brasil o momento econômico não é diferente. Indústrias com a carteira de pedidos cheia. Comércio se recuperando. O que preocupa mesmo é a situação fiscal. O aumento dos gastos do governo e a baixa dos juros provocaram o aumento de preços dos alimentos. A dúvida que está na cabeça de cada analista é sobre quanto tempo persistirá essa alta.

A partir deste mês o auxílio emergencial será reduzido e com a estabilização do dólar, ainda que em patamar alto, podemos ver a pressão nos preços diminuírem. Não obstante, os preços que tendem a subir no final do ano por causa dos décimos terceiros aposentados e pensionistas não devem ter o mesmo comportamento dos anos anterior. Isto se deve ao fato de que houve adiantamento do pagamento ao grupo pelo INSS.

Nesta semana o Copom decidiu manter a taxa de juros em 2% ao ano. Ele reafirmou o que basicamente o que dissemos nas últimas semanas. Todavia, deixou o caminho aberto para a continuação de uma política monetária mais frouxa, com juros baixos. O comitê se ancora principalmente na índice de inflação que permanece abaixo da meta. Portanto, podemos esperar que o dólar se mantenha em patamares elevados até que a economia do Brasil volte aos eixos e dê sinais de uma melhora consistente.

Assim como o BC acreditamos que as reformas tributárias e administrativas são essenciais para o país, porém não as vemos avançar. O tempo passa e o noticiário é o mesmo. Ataques inescrupulosos ao presidente que cortou muito dinheiro de poderosos. O que tem espantando é que a grande parte das humilhações impostas a Bolsonaro vem do Supremo Tribunal Federal. Até depoimento presencial foi decidido que ele desse a respeito de um inquérito que o acusador uma prova sequer apresentou.

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