Acelerando a recuperação – Resumo semana 32

A semana 32 de 2020 foi marcada aqui no Brasil por mais um corte na taxa de juros. No exterior, os indicadores de atividade das indústrias têm melhorado. Na Europa, a Itália mostra uma boa recuperação. Mesma coisa não pode ser dito da China. O país asiático parece patinar para sair da crise que ela própria criou e espalhou.

O Banco Central brasileiro decidiu cortar os juros mais uma vez. A taxa SELIC foi fixada em 2%. A mais baixa da história. Este movimento já era esperado pelo mercado. Nós, todavia, frisamos o trabalho sincronizado entre BC e equipe econômica. Enquanto o Congresso não faz as reformas necessárias e se prende em aprovar projetos inócuos – como aquele que estabelece a censura nas redes sociais – Paulo Guedes vai encontrando saídas para tirar o Brasil da crise econômica a qual os governadores e prefeitos colocaram o país e ao mesmo tempo tenta ajustar as contas do governo. Por isso, a política fiscal e a monetária tem que andar de mãos dadas, como amantes, rumando ao mesmo destino. Para sorte dos brasileiros, é exatamente isso que está acontecendo.

Já falamos por diversas vezes como a queda dos juros alivia as contas do governo federal e quais as estratégias adotadas pela equipe econômica para garantir a prosperidade econômico do Brasil, e os resultados vêm aparecendo. A subida vertiginosa do PMI brasileiro para 58,1 pontos em julho (acima de 50 o indicador significa expansão) é uma prova disso. Registre-se que é o valor mais alto desde o início da série histórica. Isto nada nos surpreende, pois analisamos os discursos do ministro da economia. O que podemos acrescentar ao que foi dito é que tudo parece ocorrer exatamente como ele planejou. O auxílio emergencial está funcionando como a força motriz para a retomada da atividade econômica do país.

Não obstante, tivemos algumas preocupações durante a semana com a saúde fiscal do Brasil. Contudo, acreditamos que com a retomada da economia e com o avanço da reforma tributária no legislativo teremos anos de crescimento pela frente. Por isso, a volatilidade observada não é preocupante. Somos otimistas neste aspecto por considerar que as melhorias feitas na infraestrutura do país tem efeito de médio e longo prazo. Assim como o melhor gerenciamento dos recursos hídricos no nordeste, vendas de imóveis da União e concessões de portos e aeroportos sustentarão a perspectiva de crescimento de investimento privado. Destacamos também a promessa de privatizações nos próximos 90 dias dias feitas por Paulo Guedes.

Se por um lado, o futuro econômico parece estar sendo bem gerenciado. Por outro, o futuro quanto sociedade nem tanto. A despeito dos alertas de espionagens feitas pelos Estados Unidos, o vice-presidente segue fazendo lobby à Hawuei para implantação do 5G no Brasil. Além disso, um perfil anônimo segue perseguindo qualquer um que não siga a agenda socialista. Por causa do sleepingiants o paypal suspendeu a conta do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho retirando dele o sua fonte de sustento. Seu crime: não ser comunista.

As atrocidades contra as liberdades não pararam por aí. No Sul, a prefeitura de Pelotas estabeleceu lockdown de 3 dias. Isso mesmo. Durante três dias ninguém pode sair de casa. Comprar pão na venda da esquina tornou-se um crime. O tempo passa, as evidências de que a quarentena gerou mais perdas econômicas e de vidas crescem. Mas os políticos seguem torturando a população.

Podemos até pensar que essas atitudes nefastas acontecem apenas na Terra de Santa Cruz. Porém do outro lado do mundo, no estado de Victoria, o governador decidiu prender toda população em casa para enfrentar a “segunda onda” do vírus chinês. A Austrália tem pouco mais de 20 mil casos e 255 mortes. Uma atitude desproporcional e injustificável para qualquer ser racional. O primeiro ministro do país espera que este novo fechamento do estado, que tem uma das maiores cidades do país, Melbourne, impacte na recuperação do país fazendo com que o desemprego atinja 9,5% e que a queda no PIB australiano seja de 6% em 2020.

Ainda do outro lado do mundo, a China segue enfrentado problemas com a deflação dos preços ao produtor. A queda foi de 2,4% na comparação com o ano passado. Além disso, o desemprego tem segurado a recuperação da economia. O Banco Central Chinês prometeu mais flexibilizações monetárias para manter a liquidez. Por isso, continuamos céticos com a recuperação chinesa, pois a demanda por exportações segue fraca por lá e isto pode ser percebido pela recuperação morosa da economia sul coreana.

No continente Europeu a recuperação também é lenta. Antes lenta do que nula. O PMI da Zona do Euro subiu para 51,8 pontos em julho e as vendas do varejo voltaram aos patamares pré-corona. A Itália segue seu caminho de recuperação com aumento da produção na indústria e mais um superávit na balança comercial. O que preocupa mesmo é a dívida do país. Esta chegará 157,6% do PIB italiano ao final de 2020. Veremos até quando os italianos seguirão passivos diante de seus problemas financeiros.

Portanto, temos sinalizações para a recuperação das economias no segundo semestre de 2020. Tudo indica que teremos um 2021 aquecido em virtude dos inúmeros pacotes de estímulos. Deveremos também ver os ativos, principalmente nas bolsas de valores, com preços inflacionados. Desta forma, se não formos atingidos por outro vírus chinês, poderemos ver o Brasil tendo uma das recuperações mais rápidas entre as maiores economias mundiais.

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