O Espelho de Minerva – Resumo Semana 31

A Bolsa Brasileira manteve os 105.000 pontos e rumou para a alta de 8% em julho, a despeito do último dia do mês ter sido de realização. Nos EUA, as notícias de vacinas fizeram a Big Pharma irem muito bem. Muitas empresas americanas e brasileiras estão tendo resultados menos ruins no segundo trimestre do que esperado.

Parece que as notícias da recuperação da economia não conseguem furar o véu de prata do Mercado Financeiro. Os Bancos Centrais como o Zeus da Lenda fizeram uma chuva de ouro no ventre da Dânae das Bolsas. Daí surgiu o herói Perseu da alta recente, que degolou a Medusa da recessão, monstro ingente que com seu olhar de coronavírus transforma em pedra as economias ocidentais. Este herói foi auxiliado pelo espelho de Minerva: olhando o passado, os investidores viram como os mercados se recuperaram da crise do subprime (2008-2009) e degolaram o medo.

Aliás, a crise do Subprime já nos parece distante feito o saudoso Império Carolíngio. Mesmo assim, no mundo real, mais de quinhentos mil negócios faliram na primeira quinzena de junho, diz IBGE, 99% de pequeno porte com até 49 empregados. A depressão econômica artificial causada pelo coronavírus e suas medidas estúpidas de contenção dos governos estaduais e municipais, sob a cumplicidade do judiciário, está favorecendo os grandes conglomerados financeiros. Por mais que seja um chavão, as empresas ricas ficam mais ricas, as pobres… quebram.

Sino-Auto-erotismo econômico

O onanismo comercial chinês fica cada vez mais descarado, conforme o gigante asiático mostra bons números enquanto seus parceiros regridem. A China é o único país do mundo que faz negócios sem haver outra parte. Fizeram vendas sem comprador.

Metafisicamente impossível? Ora, sendo o país de origem do coronavírus que teve três meses de dianteira para se espalhar e mesmo assim registrou apenas milhares de mortos, enquanto qualquer país decente como EUA, Brasil, Itália, Espanha teve dezenas de milhares mesmo com toda a preparação prévia, fica cada vez mais descarado que números chineses valem tanto quanto notas de três reais. Lembra o acidente de Chernobil, em que os soviéticos registraram apenas uma centena de mortos e nec plus ultra.

Até para se preparar para uma eventual guerra convencional contra a China fica difícil. EUA, Índia, Taiwan, Austrália e Japão primeiro tem de se perguntar se as forças armadas chinesas são realmente o que se registra. Todo país em guerra fria tem o interesse que seu adversário saiba exatamente a extensão de seu poder para que o tema, quanto à China não se sabe se é um tigre de papel ou uma raposa de ferro.

Oligopolista, eu?

Os quatro gigantes digitais, Amazon, Google, Facebook e Twitter foram a Washington convocados pelo governo americano, ligeiramente inferior em poder que eles, para dizerem que não são oligopolistas nem detém um poder sem precedentes na história humana. Que sejam só “quatro” já mostra que não conseguirão se explicar.

Verdade seja dita, estes quatro companhias já detém tanta força econômica quanto a velha Companhia das Índias Ocidentais ou ainda poder de influenciar a sociedade comparável apenas à saudosa Companhia de Jesus de outrora. Estas quatro já decidem o que pode ou não ser divulgado, coisa que nem os velhos holandeses ou sequer os jesuítas conseguiram, além de ter mais informação pessoal sua que seus pais e seu país.

Quase que num desaforo, após a oitiva no Congresso Americano, a Amazon relatou lucros comparáveis a receita tributária de grandes países. No mesmo dia ainda, as ações da Apple subiram 10% . Tanto Amazon, Google e Apple tiveram resultados melhores que o esperado, a despeito da crise.

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