Uma mídia à moda chinesa – resumo semana 26

Depois da euforia de semana passada, as bolsas mundias terminaram essa semana em queda. A incerteza se deu pelos dados econômicos que foram divulgados. Eles expõem as grandes feridas causadas pelas medidas à moda chinesa adotadas para combate da pandemia. Espera-se que a queda dos PIB’s no segundo trimestre do ano deva girar em torno de 20%.

A despeita das mudanças de humor do mercado, temos observado com certa estranheza seus movimentos nas últimas semanas. No início do mês, euforia, na semana seguinte, preocupação, na posterior, folia, nesta, cautela. Estas mudanças nos suscitam muitas perguntas e incertezas. Por isso, tentaremos entendê-las através dos fatos ocorridos recentemente.

Mídia x Mercado

Desde que iniciamos os resumos semanais é patente nossa preocupação com a influência da mídia sobre os investidores. Neste artigo abordamos o nível de erro nas previsões dos especialistas do mainstream. É assim que trataremos de alguns acontecimentos que não são propriamente econômicos, todavia, eles influenciam os mercados diretamente.

A pandemia que começou em novembro do ano passado na China e foi escondida pela OMS e governos comunista chinês até meados de janeiro virou motivo perfeito para movimentar os mercados. Sendo perfeito, quando se quer alta apenas é preciso focar nas ações de estímulos dos governos e confiança crescente dos consumidores, caso contrário, objetivando a baixa, só focar em aumento dos números de casos e segunda onda.

Este tem sido o padrão notado por nós nas últimas semanas. Desta forma, fica a pergunta: quem está ganhando com isso?

Enfrentamento à moda chinesa

Ao lembrarmos do enfrentamento da H1N1, notamos que nenhum país na época fechou sua economia e trancou as pessoas em casa por causa do vírus. Vidas foram perdidas, a pandemia passou, mas ninguém perdeu seus empregos ou foram subjugadas por seus governantes. Contudo, agora foi diferente. A China, que já havia em 2003 enfrentado uma situação parecida com a atual, adotou o lockdown. Cometeu todas atrocidades possíveis contra a pouca liberdade que existe entre seus habitantes. O problema desta vez foi que este modelo foi bancado pela OMS, copiado por todos os governos ao redor do mundo e tratado como única alternativa pela mídia.

Finalizamos o sexto mês do ano e até agora nenhum jornalista da grande mídia mostrou estranheza pelo fato do número de casos chineses estar imóvel. Noutro país que tem um quinto da população chinesa possui 20 vezes mais casos. Juntando isso com a estratégia do gigante asiático de exportar seu modus operandi na política e órgãos de mídia, temos pistas do que pode estar acontecendo.

A China já foi acusada de se beneficiar da pandemia para comprar empresa e lucrar. Não obstante, todas essas informações que descreveriam esses movimentos foram taxados como fake news pelos jornalistas munda a fora.

Assim, não seria loucura pensar na mídia como sendo a promovedora do pânico para atingir os investidores e causar as oscilações no mercado. Números que não deveriam assustar são exaltados pelos jornalistas, fotos impactantes são utilizadas. Chama a atenção a homogenização das notícias. A manchete de um jornal é quase sempre igual ao do supostamente concorrente. Só isso pode ser um indício de manipulação.

Não obstante, a Amazon (AMZN) retirou de suas lojas livros de um autor conservador, o brilhante Michael Jones, autor do clássico Libido Dominandi, traduzido para o português. O cerco à liberdade de expressão vai se fechando mais e mais. Também já explicamos como a liberdade das pessoas falarem o que pensam é importante para o livre mercado.

Como o principal ator dessa história é um regime comunista, nossas conclusões baseiam-se principalmente nos métodos os quais os agentes comunistas da KGB usavam para subverter o Ocidente. Yuri Bezmenov, ex-agente soviético, explica em seus vídeos e entrevistas como eram as táticas de subversão utilizadas pelos comunistas durante a guerra fria. Entendendo a relação partido comunista chinês versus imprensa versus investidor, podemos nos posicionar com eficiência no mercado para defender nosso capital e o sustento de nossa família.

Por isso, temos que ficar atentos às informações que saem na mídia. Muitas vezes elas não são descrição dos fatos, mas narrativas que visam atingir desencadear certos sentimentos nos investidores. Assim, caso a pressão seja para fechar novamente tudo, os mercados tendem a cair e boas oportunidades de compra podem surgir.

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