A segunda onda – Resumo da semana 24

O temor diante da possibilidade de uma segunda onda do vírus chinês agitou o mercado na última semana. Enquanto isso, os brasileiros aproveitaram seu feriado de Corpus Christi para dar de cara nas portas das igrejas fechadas.

Na quinta-feira, o Dow Jones caiu 6,9%. Uma queda expressiva, mas que não chega a assustar. As altas consecutivas nas últimas semanas estavam ligando o sinal de alerta, de irracionalidade. Por óbvio, quando uma notícia negativa chega aos investidores, espera-se que eles saiam correndo, principalmente, por causa das medidas que foram adotadas para combater a pandemia ao redor do mundo. É a famosa realização saudável para uma alta.

O fato é que tudo indica que a alta nos ativos não é motivada pela melhora rápida da economia mundial, ela pode ser capitaneada principalmente pela injeção de liquidez do Fed.

Recuperação pelo mundo

Na China, alguns indicadores apontam para uma recuperação mais lenta do que o esperado. O índice de preços ao produtor caiu 3,7% em maio comparado com 2019. Para um país que desejava entregar crescimento de 6% neste ano é um banho de água fria. Além disso, as exportações caíram 3,3% comparadas com 2019. Mas o que mais indica a quantas andam a economia chinesa são as importações que caíram 16,7% ante o ano anterior.

Na França, a expectativa que a economia só volte aos números pré-Covid em 2022. Espera-se ainda uma queda de 10,3% no PIB francês. Ao olharmos para a União Européia veremos números que confirmam o tamanho da queda, por exemplo, a produção industrial caiu 28% comparada com um ano antes. Na maior economia da região, a Alemanha, a queda foi de 30,2%.

A segunda onda

O aumento de casos na Califórnia, Texas, Arizona e Geórgia foram os propulsores do medo de uma segunda onda do vírus. Desta forma, temos que refletir sobre algumas situações sem o filtro do viés midíatico apocalíptico.

Em primeiro lugar, a segunda onda vem sendo anunciada desde fevereiro ainda quando o vírus iria eliminar 10% das vidas humanas na face da terra e todos deveriam seguir o modelo chinês sem questionamento algum. Para isso, foi fundamental o “sucesso” do lockdown no país asiático. Até a presente data, o país asiático com 1,5 bilhão de pessoas noticia que tem apenas 83 mil casos da doença. O Chile tem 174 mil.

O lockdown é baseado na premissa que trancando as pessoas em casa a doença fosse reduzir a velocidade de transmissão entre as pessoas. Para que isso se torna-se realidade todos direitos fundamentais das pessoas foram suspensos. Virou lícito os governantes decidirem quando, como e sob quais circunstâncias era permitido para a população sair de casa. As democracias ocidentais copiaram o modelo chinês de repressão, sentimos falta apenas dos agentes do Estado invadirem nossas casas para nos impor a quarentena força em “hospitais”.

O fato é que depois dos fechamentos totais os casos não diminuíram, continuaram a crescer seguindo o que se esperaria de uma epidemia viral. Combinado tivemos a exaltação diárias das mortes. Um verdadeiro jogo político tomou conta da narrativa sobre quais medidas deveriam ser adotadas. Qualquer manifestação contra o isolamento foi criminalizado.

A histeria criada pela mídia e políticos alinhados com o governo chinês pode sim fazer com que as economias fechem novamente sem que nada se tenha de concreto para justificar tais atitudes. Vemos não a preocupação com a saúde e sim a ânsia por um maior controle sobre a vida do indivíduo.

Assim, não podemos descartar atitudes de isolamento como vimos anteriormente e, deste modo, a economia global seria novamente atingida. Ressaltamos que não acreditamos sequer que essa segunda onda exista, mas como a narrativa vem sendo criada a bastante tempo, ela influenciará os governantes a tomar atitudes diante do que é propagado pela imprensa.

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