Dólar desaba e a euforia domina – Resumo semana 23

Festa! Mercados financeiros internacionais e brasileiro explodem numa alegria exponencial. Não houve exceção. Só caíram o ouro e o dólar, e este caiu no mundo tudo, com o índice dólar em baixa.

Fascinados pela política nacional e os intrincados planos por derrubar Jair Messias Bolsonaro, a maioria dos analistas não observou – ou observou a nível inconsciente – o lindo canal de alta que se formava. Era “venda a 60k” e “compre ouro”, inclusive com uma casa de análises colocando um bode cabalístico em sua chamada pelo “Fim do Brasil”, versão terceira. Bom, na sua newsletter deste sábado, já estão mandando comprar BOVA11… mas com cautela, prudência e sofisticação…

Em geral, quando os mercados sobem ou caem, eles ficam um tempo “marcando bobeira” andando de lado no topo ou no fundo até reverter. Não aconteceu. Foi uma queda abrupta e formou um lindo canal de alta. Houve ali uma bobeada nas últimas semanas, porém foi para tomar fôlego.

O dólar era dado de barato que iria para 7 reais, voltou para abaixo de 5,00. O índice dólar caiu no mundo todo, mostrando que no alívio econômico pode-se sair um pouco da reserva mundial de valor. Isto não quer dizer fraqueza dos EUA, pelo contrário, os números do desemprego do Coronavírus estão cada vez menores. A tragédia econômica passou, agora os globalistas querem investir em guerra racial e tumultos.

Até mesmo o petróleo se recuperou, estando na casa dos 40 USD/barril. Já o ouro, bem, o ouro não caiu tanto porque, afinal, ainda estamos num momento delicado, não é mesmo? Grandes pesos pesados da geopolítica como Rússia e China compram ouro como se fosse doce.

Donaldo Trump disse que a recuperação não seria em V, e sim em forma de foguete. Buy on dips! Quem diria! Bom, por hora vemos o V, mas o foguete arrebentou esta semana. Não obstante, os riscos da guerra comercial entre China e EUA continuam. Terminando o corona, o assunto voltará.

No front nacional, não vão faltar tentativas de arrebentar com o governo: No domingo passado, 31/05/20, enquanto Bolsonaro marchava num cavalo como um príncipe encantado, o juiz que o julgará o chamava de fascista numa carta, um de seus generais mais leais dizia que continuará ignorando os inimigos e seus apoiadores apanhavam no Rio e São Paulo. Admiramos os heróis trágicos, vítimas do destino fatal, em seu caminho (pathos) de tragédia, mas só admiramos os que caem lutando, como Heitor e Hércules.

Mas como o mercado demonstrou, nem tudo são espinhos: esta semana o Supremo Tribunal Federal recuou em seu Inquérito (Inconstitucional) nº 4.827 mas está longe de se enterrar esta estrovenga jurídica digna de Pequim. Não há livre-mercado sem liberdade. Esperamos que os supremos ministros não recolham os celulares e computadores destes pobres comentaristas por dizerem isto.

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