Os riscos do pós-corona -Resumo semana 16

Italy Exit

As bolsas de valores mundiais engataram uma recuperação nos últimos dias. As medidas dos governos para combater a crise econômica surtiram efeito no humor dos investidores a despeito dos estragos que podem ainda ser agravados pelos governos que mantém um lockdown até agora pouco efetivo no combate ao vírus. Assim, chegamos no segundo trimestre do ano e a pandemia segue sendo o foco do mundo. Tanto na mídia quanto no mercado financeiro como na política é o avanço do vírus que conduz as discussões e pautas.

Embora parece que o pior já passou, as evidências de que o vírus possa ter sido criado em laboratório e de que a OMS tenha ajudado o Partido Comunista Chinês a ocultar os dados do início da pandemia deveria ser uma grande preocupação para todos. Não é para a grande mídia, logo, não sai nas capas dos jornais.

Outro fato estarrecedor já comentado em outros resumos é como as pessoas, principalmente os brasileiros, têm achado normal e justa a interferência do governo nas suas vidas privadas. Um comerciante só pode trabalhar se estiver usando máscara e o cliente só pode adentrar na loja se também estiver de máscara. Em outras palavras, não só o governo define o traje que deve ser usado para podermos trabalhar e sair de casa como classifica criminoso quem tiver a audácia de não seguir o que foi imposto.

É o novo normal, tudo no estado nada fora dele. Não parece-me um lema de um democrata.

Bolsa de valores

Enquanto a longa discussão sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras continua em um nível pueril, milhões de pessoas perderam seus empregos. A economia mundial pode entrar numa depressão sem fim. Muitos morreram de fome ou falta de atendimento médico adequado.

Não obstante, o reflexo destas expectativas se deram na bolsa de valores com um mergulho nas águas profundas do medo. Contudo, nos últimos dias temos uma inversão do cenário. O dinheiro que será injetado pelos governos na economia parece que acalmou os investidores e estes resolveram partir para a compra de ativos. Esta dever ser a dinâmica do mercado até que os investidores percebam alguns assuntos da geopolítica que a mídia faz questão de esconder, mas que ao nosso ver serão decisivos nos próximos meses.

Europa

A União Européia tem sido um fracasso ao combater a pandemia. Os países não se ajudaram. Cada governo se fechou e tentou salvar a si. Não ao cidadãos. Isto fica claro na declaração dada pelo presidente Macron nesta semana, nela ele afirmou que os “coronabounds” seriam importantes não para salvar vidas, mas sim para impedir que a direita, chamada de populista pelos socialistas europeus, suba ao poder.

Na Itália, 67% dos italianos acham que é desvantajosa o país pertencer a União Européia. Pesa não só a tragédia, mas também a falta de ajuda e a economia do país. O déficit projetado para este ano nas contas públicas italianas é de 10%.

China e resto do mundo

A atitude da China em isolar Wuhan das demais partes do país e deixar que vôos internacionais partissem de lá mostra a perversidade de seus atos. Não bastasse isto, notícias que mostram que o vírus foi criado em laboratório podem aumentar a pressão sobre o governo americano, pois confirmado a veracidade do fato, caracterizaria, ao nosso ver, um ato de guerra.

No Reino Unido, o MI6 recomendou ao governo reduzir o número de estudantes chineses nas universidades. Também está investigando a compra e possível transferência de indústria de tecnologia para a China.

Deste modo, a reordenação da cadeia de suprimentos é inevitável. Por mais dinheiro e influência que os comunistas possam comprar. O dinheiro um dia acaba. Por isso, poderemos ter um baque maior na economia chinesa fazendo que as atitudes do Partido Comunista sejam mais hostis e danosas ao mundo. Por enquanto, a máquina de propaganda comunista segue a todo vapor e tenta mascarar evidências. Destacamos também que a economia chinesa encolheu 6,8% no primeiro trimestre do ano.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, assusta o número de desempregados nos Estados Unidos, em um mês mais de 22 milhões perderam seu emprego. Todavia, o que realmente assusta é o perigo de deflação. Os preços ao consumidor têm caído, sabe-se da luta do Fed para manter a inflamação dentro de um patamar saudável para a economia. Deflação seria devastadora para os americanos.

Brasil

No Brasil, os números apontam para mais de 9 milhões novos desempregados. As atitudes sórdidas dos prefeitos e governadores custaram caro ao povo brasileiro. Sem um único estudo comprovando a efetividade da quarentena, ela foi adotada na maioria do território nacional. Como era de se esperar, agora acusam o governo federal de não auxiliá-los com socorro financeiro.

Apesar do Ibovespa ter se recuperado, passando a pauta bomba no congresso as contas públicas serão pulverizadas. Além do desemprego teremos possivelmente inflação. É o objetivo de Maia e seus comparsas: derrubar o governo que fechou as torneiras da corrupção.

O certo é que a concorrência das grandes empresas irá diminuir, já que as pequenas fecharam as portas. O auxílio do governo deve amenizar os efeitos da crise nestes meses. Porém a dimensão do estrago será descoberto apenas no final de maio. As empresas seguem demitindo e fechando as portas.

Novamente, aqueles que defenderam ardorosamente o “fique em casa” e diziam que só pensavam na saúde das pessoas, irão por comida na mesa daqueles que perderam seu meio de sustento?

Encerramos afirmando que o momento segue sendo de cautela. Muitas oportunidades surgiram no mercado, porém os riscos de diferentes origens parecem terem se acentuados. A disputa comercial pode ficar em segundo plano e uma disputa muito mais tensa iniciar-se.

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