A subida ao purgatório – Resumo semana 22

Tivemos uma das melhores semanas da Bolsa de Valores dos últimos tempos. Depois do Inferno, temos a subida ao Purgatório. Com a população em massa no domingo 26 de maio às ruas em defesa do governo Bolsonaro e a reforma da Previdência, investidores sentiram firmeza na vontade política de fazer as reformas. Foi algo inédito talvez na História do mundo, o povo espontaneamente tomando as ruas em defesa de uma reforma. E se tem algo que os congressistas brasileiros temem, depois da Justiça, é o povo. Ato contínuo, a medida provisória da redução de ministérios foi aprovada, que era a faca no pescoço do Executivo. E por muito, mas muito pouco, Sérgio Moro perdeu o COAF. Quem é forte, se perde, perde por pouco.

O discurso de que o governo não tem articulação e merecia o impeachment foi revelado como pura e simples fake news, que derrubou os mercados. Devo dizer que os ódios políticos estão cegando muita gente, e fazendo perder dinheiro. A objetividade tem passado longe das análises, inclusive econômicas. Não há dúvidas que no establishment muita gente odeia Bolsonaro até as vias de fato (Adélio) e os valores populares que o elegeram. Entretanto quando isso é levado do comentário político em clave meramente retórica para o comentário econômico que é, ou pelo menos deveria ser ser, analítico, é a fórmula de se perder. Há os especialistas em errar. São falsos profetas.

Meu caro, o lugar certo de detestar Bolsonaro é nas ruas e no Congresso. Na Bolsa há que ser objetivo. Ficar lendo reportagem com torcida contra o governo e intriga vai ser apenas… torcida. O mercado financeiro dá de ombros para isso. Já havia quem, há duas semanas atrás, prognosticasse como certo o impeachment de Bolsonaro apenas por muxoxos com deputados. Quem seguiu isto na Bolsa vendeu na baixa. Pois bem, o que se viu foi o povo nas ruas e Congresso de joelhos. E é bom que seja assim, o povo manda e a classe política deve obedecer, esta é essência da democracia. E a essência do mercado é cair no boato e subir no fato. E vice-versa.

Como resultado, vimos nas duas últimas semanas a Bolsa brasileira indo de 90.000 para 97.000. Nada mal. nada mesmo. Dava para comprar BOVA11 gulosamente. É verdade que o suporte de 92.000 foi perdido, mas formou um mais forte ainda em 90.000. E a força das reformas foi tal que não duvido vencer o 98.000 e subir até o 100.000 que tanto celebramos. Mas o exterior…

O poderoso dólar não parecia acompanhar inversamente a queda da bolsa. Caia, é verdade, porém sem muito gosto. Até sexta…

Make Mexico Spain again ou sexta, estranha sexta

Logo no início da semana, A China teve de intervir num de seus bancos, o Baoshang, risco de crédito. É, meus caros, é assim que começa. Você nunca sabe qual floco de neve vai começar a avalanche, nunca sabe qual dominó caindo vai começar a queda do resto, qual gota vai entornar a taça.

Até que veio a estranha sexta, com os movimentos esquisitíssimos do dólar, ouro e petróleo. Em todos os gráficos, observem o bem último candle:

Nosso segundo presidente mais legal do mundo aprontou novamente. Trump, já tendo castigado os chineses, resolve castigar os mexicanos… sim, sim, sim, ele prometeu tarifas progressivas contra o México se eles não dessem um jeito na imigração ilegal.

Ato contínuo, o índice dólar caiu, caiu o petróleo feio (3%) e subiu o ouro. A Bovespa deu uma freada até, segurando o ânimo com as manifestações populares em apoio a Bolsonaro. É muito interessante ver como se comportam as ações da Petrobrás quando a Bolsa de São Paulo está animada e o mercado de petróleo está deprimido, dado ser o México um dos grandes produtores. Qual fator vence a batalha pela alma de PETR4?

Trump é Trump. Não há o que se falar. O homem defende seu país como poucos. Precisa aproveitar a bonança da economia americana para pôr a China e o México em seus lugares. Mas, como aqui no Brasil, o ódio a Trump movimenta os noticiários. Perde dinheiro quem segue.

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