Mercado do Receio: Resumo Semanal 46

mercado de ações

Receio, talvez seja a palavra que marca este período no mercado financeiro brasileiro. Os investidores tem acompanhado dia a dia as notícias das decisões que o novo presidente vem tomando. Não encontrando nenhuma pista do futuro, estão aguardando para voltar às compras com ímpeto.

O Índice Bovespa fechou a semana em 2,93% e o dólar em R$3,74, variando 0,18%.

Diferente da maioria dos investidores vemos o governo tomar corpo. Corpo forte, capaz de apoiar os investidores. Temos um Ministro da Economia pró-mercado. Além disso, na segunda-feira, foi confirmado Joaquim Levy como presidente do BNDES e, mais recentemente, um executivo do Santander para Presidência do Banco Central. Ademais, tivemos o anúncio do Ministro das Relações Internacionais e – como é dado como certo por nós – a reforma da previdência vai ficar para o próximo ano.

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A equipe é forte. Alguns dizem que a pouca experiência na política por parte de alguns pode ser um empecilho no avanço da agenda liberal. Discordamos veementemente. Acontece que a equipe foi escolhida usando os critérios que Bolsonaro havia dito durante a campanha: competência e conhecimento do assunto.

O núcleo da parte econômica parece estar formado e agrada, muito o mercado financeiro. Além das reformas, poderemos ter acordos bilaterais favoráveis ao comércio. Este fato não está sendo levado em conta pelo mercado.

Mercado financeiro mundial

Enquanto domesticamente as coisas parecem tomar forma. Os sinais que vêm do exterior não são tão favoráveis. Os números dos PIB de Alemanha e Japão mostraram que os dois países encolheram no último trimestre e, portanto, terão um futuro mais desafiador. A correlação disto com a disputa comercial de Estados Unidos e China é inevitável.

Deste modo, os dados do PIB alemão e nipônico mostram que o mercado mundial não deve crescer tanto nos próximos anos. Sabe-se também que a disputa EUA-China transcende a esfera comercial, por isso, existe a necessidade de olharmos para a disputa política na busca de encontrar pistas sobre o futuro do mercado financeiro.

Acreditamos que com a subida da taxa de juros nos Estados Unidos e com as ações do governo Trump para conter o déficit da balança comercial americana ante os chineses algumas empresas, que hoje se beneficiam deste comércio, irão sofrer e as lágrimas respingarão por diversos mercados. Ora, estamos falando de economias que juntas produzem mais de US$31 trilhões.

No radar também está a continuada queda no valor do petróleo e o movimento da OPEP para cortar produção a fim de motivar a subida no valor do barril. Assim, acreditamos que o dólar deve-se manter no patamar atual nos até o fim do ano e, de mesmo modo, a bolsa deve seguir sua trajetória de alta no longo prazo.

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