Cancelaram o Carnaval – Resumo de janeiro (e fevereiro) 2021

Em 2019, mal Bolsonaro assumira, a máquina cultural da esquerda, sempre bem azeitada desde a prisca década de sessenta do século passado, já lançou vários sambas-enredo e musicas que “iam cancelar o Carnaval”, aludindo que a Direita, esta força política que num cabo de guerra contra seus oponentes é como uma minhoca versus uma corrente de aço, ia realmente acabar com os folguedos momescos por ser “conservadora”, e dialeticamente a esquerda, bela e avançada, iria manter a festa popular.

Bom, é 2021, o coronavírus, maior arma usada contra a Direita, Bolsonaro aqui e Trump acolá, vindo justamente da China acabou com o carnaval. E em 2020 ele já andava por estas plagas, mas… mas… mas… mas… mas… Well, Well, Well, Manuel…

É 2021 sem carnaval e Joe Biden é o senil presidente americano, o mais popular em votos de todos os tempos, com votos entre vivos e mortos, e ainda assim Old Joe não consegue arrumar audiência para assistir suas lives ou sua posse foi atrás de tapumes e sob forte guarda (assim como Dilma no desfile de Sete de Setembro antes do impeachment).

Buscando impedir um eventual Trump 2024, os democratas tentaram um novo impeachment, derrubado ontem no Senado americano. A sorte da esquerda americana é inversa da brasileira: no Brasil a supracitada Dilma foi impinchada mas uma curiosa leitura da lei feita pelo ministro Ricardo Lewandowski – que então presidia a sessão do Senado – permitiu que a defenestrada continuasse elegível. Mas Trump nem foi impinchado, nem ficou inelegível. Que ele tenha saco para concorrer em 2024 eu duvido, mantendo tudo como está nas leis estaduais gringas, os mortos voltarão a se levantar dos túmulos para votarem nos democratas. É, a Pensilvânia está pior que a Transilvânia.

Primeira coisa que Biden fez foi cancelar o oleoduto Keystone, jogando o preço do petróleo lá para cima, inclusive as petroleiras. Curioso, porque em tese seu governo vai ferrar (não tem palavras melhores) a indústria de óleo americana, então o mais natural seria fugir destas ações… mas estar certo a longo prazo não é estar a curto. O óleo em alta pressiona aqui os combustíveis e a inflação…

No Brasil, a inflação acelera. Natural, dado a baixa Selic e restrições à produção. Não obstante, os proprietários nao conseguem reajustar seus aluguéis. Mesmo os fundos de investimento imobiliários, estes portos-seguros frente ao baixo juros, estão com dificuldades.

TINA – There is no alternative – O dinheiro vai para a Bolsa… Americana. Quanto à brasileira, a necessidade de se continuar com os estímulos ameaça as contas fiscais do governo, então a nossa patina.

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