A anti-economia

O mundo vivenciou neste mês a posse do quadragésimo sexto presidente americano. Joe Biden assumiu em uma cerimônia de posse cheia de peculiaridades que foram tratas pela imprensa como uma normalidade surpreendente. No Brasil, a vachinação está em andamento, assim como, o avanço chinês e a centrãolização do governo.

De fato, a civilização chegou no novo normal. Crucial saber disso, fundamental adaptar-se. As eleições americanas mostraram que a vontade da elite engoliu a vontade do povo. A política passou em 2020 a representar os anseios daqueles que comandam o sistema financeiro.

O povo subjugado, nada pode fazer a não ser usar máscaras, tomar vacina e manter a distancia dos seus entes queridos. O reflexo desse novo modelo de sociedade controlada será sentido na economia. Com Joe Biden no poder, o modelo monetário expansionista: juros baixos, gastos do governo nas alturas e impressão de moeda estabeleceu-se no mundo inteiro.

Qualquer país que não adotar as mesmas práticas será abolido do sistema financeiro. Seu povo sofrerá com a escassez de recursos antes do restante do mundo. Contudo, essa transição econômica deverá seguir um caminho suave. As economias parecem ainda ter fôlego para se recuperar no curto prazo, porque os estímulos dos bancos centrais ainda fazem efeito.

Não resta dúvidas, porém, que a cartada final será dada quando houver a abolição do papel-moeda. Tudo passará por um controle central. Nada escapará do Big Brother. Esse é o perigo que rodeia quem não concorda com esse novo modelo de sociedade. Pois bem, nós não concordamos nem discordamos. Essa é a realidade que nos é imposta. Espernear não mudará o fato que temos que sustentar nossas famílias e proteger nosso capital.

Assim, olhando para o modelo chinês vemos que existe a preocupação de manter a economia minimamente saudável no novo modelo. Os keynesianos, quem diria, assumiram os postos de definidores das políticas monetárias. Claro, essas políticas são coadjuvantes no cenário de uma sociedade controlada, mas essenciais principalmente no início do processo para alimentar o ar de normalidade que paira pela ar.

As economias no mundo seguem oscilando. Os indicadores ora alimentam as esperanças de melhores dias, ora mostram que ainda estamos no atoleiro. De fato, pouco importa agora essa oscilação, pois quem está ditando a velocidade de recuperação são as medidas de controle adotadas por cada governo. Imprevisíveis e pouco efetivas. Elas têm caído como uma bomba mês após mês nos números apresentados.

Um novo panorama é esperado entre a relação EUA e China. Uma reaproximação mais favorável aos termos chineses deve no médio prazo prejudicar as empresas americanas e aumentar a dependência de produtos chineses. Bom para a China. Ruim para o dólar. Os Estados Unidos possuindo uma economia mais frágil fará com que o dólar perca valor. Somado isso a perspectiva de aumento exorbitante de gastos e de impostos prometidos por Biden, teremos muito provavelmente uma reorganização das forças econômicas e geopolíticas. China e EUA trocarão de lugar nos postos ocupados hoje.

O Brasil também sofre. O desalinhamento do presidente Bolsonaro com o novo arranjo global é uma ameaça. Retaliações são esperadas. Ao menos até 2022 quando um novo presidente alinhado com o novo esquema global assumirá e dançaremos a mesma música de nossos amigos latinos. Conquanto, a economia brasileira ainda mostra forças. A despeito das taxas de juros parecerem estar fora de uma zona de equilíbrio, a produção segue aquecida. O consumidor segue gastando. Os números seguem agradando.

A eleição dos presidentes da Câmara e do Senado não indicam nada de novo. Apenas que talvez algumas reformas podem andar. No entanto, os dois eleitos fazem parte do Centrão. Com toda certeza as reformas, se aprovadas, serão para inglês ver. As privatizações serão para alguma estatal chinesa. Portanto, não podemos esperar nenhuma mudança profunda na estrutural estatal vigente.

Desta forma, a normativa é a anti-economia. Veremos muitas ações lembrando o ex-ministro Mantega. Não será coincidência. Será fato.

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