Mercados irracionais? – Resumo semana 49 e 50

Os mercados têm atingido as suas máximas históricas. Não podemos deixar de destacar uma certa irracionalidade nestes movimentos. No entanto, é preciso avaliar todo novo contexto o qual a crise causada pelas quarentenas iniciaram.

Nesse sentido, a primeira coisa que devemos levar em consideração é a massiva injeção de liquidez feita pelos Bancos Centrais ao redor do mundo. Os BC’s se transformaram nos maiores compradores de ativos do mercado financeiro. O reflexo disso tem sido visto no mercado de ações. Semana após semana topos históricos são atingidos. Os valores dos ativos parecem ter se desgrudado dos fundamentos.

Entretanto, o que vem mais chamando atenção do mercado é a quantidade de IPO’s e os valores que eles vêm atingindo. O Airbnb, por exemplo, foi o maior IPO dos Estados Unidos. O valor dado para cada ação foi de 68 dólares, porém no primeiro dia de negociação das ações elas tiveram valorização de 112%, sendo negociadas por 144 dólares. Se levarmos em conta que a empresa foi bastante atingida pelas restrições impostas à população, percebemos certa euforia desacerbada. Por outro lado, fatores ligados a um modelo futuro de sociedade fazem com que os investidores apostem em grandes lucros da empresa no futuro.

De qualquer forma, a certeza é que os programas de compras de ativos dos Bancos Centrais tem inflacionado os valores dos ativos negociados em bolsa. Os valores levantados com lançamento de ações de tecnologia nas bolsas está chegando ao nível da bolha pontocom.

O Banco do Japão ampliou seu programa de compras de ativos. Parece que a política monetária expansionista não tem fiz. O Banco Central japonês atingiu recentemente seu recorde em ativos, 6,6 trilhões de dólares. Valor equivalente a 120% do PIB do país em 2019. Deste valor 5,08 trilhões são títulos do governo. Em outras palavras, o BC japonês vem financiando a dívida do governo para manter liquidez e juros baixos como forma de incentivar o consumo e bater a meta da inflação. Podemos dizer que o BoJ está adiantado em relação aos demais países quanto ao uso deste tipo de política monetária. Adiantado, mas não distante. Os BC’s estão se tornando órgãos mundiais que trabalham coordenadamente ao redor do planeta para manter a estabilidade e crescimento econômico. Por isso, já estamos vendo o fenômeno acontecer em quase todos países do mundo.

A despeito da euforia atual, em algum momento a conta dessa devassa monetária chegará. Possivelmente em forma de uma grande crise (preparação para o Great Reset?). Pobreza e fome para a população enquanto uma elite dirá que estão fazendo tomando as ações necessárias para o bem de todos e que, portanto, deve-se seguir o que eles dizem se questionamento. Acredito que já ouvimos isso antes, não é mesmo?

Em todos casos, um fato inegável é a desvalorização do dólar nas últimas semanas. Aqui no Brasil vimos a moeda americana cair de R$5,77 para R$5,10. Movimento que aconteceu mundialmente. Além da injeção de dinheiro tem-se a perspectiva de um Fed mais expansionista caso o socialista Biden assuma o poder executivo americano. A conjunção dos dois fatores tem desvalorizado a moeda americana.

Por aqui, o Centrão definitivamente tomou o governo. O Ministro Gen. Ramos pediu a cabeça do ministro do Turismo para alocar seus aliados. O ministro Paulo Guedes também revelou um golpe tramado pelo presidente da Câmara dos Deputados, ministros de STF e governadores aliados dos chineses, como, Dória para derrubarem o governo em maio deste ano.

A situação do governo Bolsonaro está no limite. De um lado, o presidente não pode governar, porque o STF cassa qualquer ato seu que não condiz com a Agenda 2030. Por outro, os generais abraçam o Centrão e os Partidos de filiados à organização comunista Foro de São Paulo para “pacificar” a república, como se fosse isso que os brasileiros queriam ou que seja possível existir um comunismo paz e amor. Ademais, STF, governadores e prefeitos fizeram a dívida do país saltar para que os estragados ocasionados por eles fossem sanados.

Pois bem, a expectativa que teremos um 2021 muito mais turbulento do que 2020. O desempenho das bolsas de valores podem não refletir o que acontecerá na sociedade, porque os Bancos Centrais não titubearão em abrir as torneiras e encher os mercados de liquidez. As consequências destes movimentos insanos e orquestrados poderão ser avassaladoras para o povo. Será que mergulharemos oficialmente na Nova Ordem Mundial?

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