A dicotomia política-economia – Resumo semana 47 e 48

Enquanto no mercado financeiro o clima é de otimismo, no campo político não podemos afirmar o mesmo. O mercado de ações vem batendo recordes atrás de recordes e, no caso do Brasil, a moeda local valoriza-se. Porém, a dicotomia política-economia parece fugir um pouco da lógica que costumamos perceber.

Normalmente quando o espectro político está calmo e as ações do governo andam de maneira coordenada, o resultado esperado é que tenhamos uma economia andando sem grandes sobressaltos. Ao menos é assim que a mídia pinta uma mundo perfeito. Governantes agindo e sociedade progredindo.

No entanto, sabemos que essa não é bem a verdade. Exemplificamos com países que vivem sob regime comunista. De um lado, temos a China. Ela nos mostrou nas últimas décadas como é possível um país governado por uma elite escolhida por um único partido conseguir fazer a economia do país avançar. Convivendo muito bem ao lado dos capitalistas – inimigos mortais dos revolucionários. Por outro lado, temos a Venezuela que foi tomada pelo Foro de São Paulo representado pela figura de Hugo Chávez. Economia devastada. Povo na miséria. Comunismo implantado.

São duas situação que distintas, mas que não vão de encontro à lógica marxista. Isto acontece pois o marxismo se baseia na práxis, não na lógica. O importante é a revolução. A promessa do paraíso socialista que nunca se realiza. Por este motivo temos dois países com o mesmo sistema político e desempenhando tão diferente na economia.

Quando falamos de China qualquer análise que não leve em conta o fator revolucionário da sua elite governante estará equivocada. Mesmo que no curto prazo consiga auferir previsões aparentemente assertivas a tendência é que no longo prazo seja um desastre. Assim, a China age hoje no campo econômico para ser a maior potência mundial militar e geopolítica. Se para isso o Partido Comunista Chinês decidir que deva destruir sua economia, os comandantes não hesitarão a executar o plano.

É neste contexto já enfatizado ao longo do ano, que chegamos a mais um período de otimismo no mercado financeiro. Nos EUA as notícias do desenvolvimento de vacinas eficazes fazem com os mercados americanos subam. O Ibovespa acompanha. A esperança é que com as vacinas as desculpas dos governantes para fechar as economias desapareçam. Pois bem, é provável que as pessoas não sejam mais encarceradas em suas casas ao redor do mundo, contudo, o avanço autoritário das elites políticas sobre a liberdade do povo não tende a recuar. Possivelmente veremos políticos que fizeram a população passar fome propagandeando que aquilo foi necessário para o “bem comum”. A imprensa, amante do lockdown, será a ponta-de-lança nesta estratégia torpe de transformar verdadeiros Stálin’s do século XXI em Madres Terezas de Calcutá’s.

Nesse sentido, a segunda onda que vem sendo alardeada desde o primeiro trimestre do ano segue fazendo um trabalho de limpeza nas economias globais e reorganizando as forças nacionais. Enquanto, os ocidentais são bombardeados com programação apocalíptica sobre o vírus chinês. Os chineses lotam estádios para comemoram o campeão nacional de futebol sem serem notados. Esta perseguição reflete-se nos números das economias. A economia chinesa, segundo os números divulgados pelo partido comunista, vem recuperando-se. As exportações do país asiático subiram 21,1% em novembro. Já na Alemanha o setor de serviço do país sofre com o segundo lockdown. Algo semelhante se vê em toda a Europa.

Nos EUA e no Brasil essa realidade ainda destoa um pouco. Os números americanos vindos dos pedidos de seguro-desemprego vieram melhores que as expectativas e o setor de construção civil reagiu em outubro. No Brasil, a economia cresceu 7,7% no terceiro trimestre do ano e foram criados 394.989 empregos com carteira assinada. Claro que esses números são jogados pelos militantes das redações para baixo do tapete.

De fato, isto desenha como a crise criada pelas quarentenas autoritárias dos governantes causou um grave problema para todos países menos para a China. Nesse sentido que é possível avaliar que, embora o mercado financeiro esteja animado, a conjuntura política não é animadora.

Tanto Estados Unidos quanto Brasil estão a dois passos de cair de vez no controle de políticos comunistas. No caso americano, as eleições fragorosamente fraudadas colocaram Biden a frente de Donald Trump. Essa discussão acerca das legitimidade das eleições se estenderá por algum tempo. Rudy Giuliani e Sidney Powell trabalham em duas frentes distintas para juntar evidências e provar todas fraudes que ocorreram durante o processo eleitoral americano. Teve até vídeo mostrando funcionários tirando votos de caixas escondidas.

Em terras tupiniquins, os generais tomaram o governo. Transfomaram o discurso que elegeu o presidente Bolsonaro em algo que só eles querem para o país. Eles querem união. Para realizar o nobre sonho os verde olivas andam de mãos dadas com os políticos do centrão nos corredores de Brasília. Justamente o centrão que foi o grande aliado do Foro de São Paulo. De outro, modo podemos dizer que eles querem se unir aos comunistas. É como levar para jantar todos dias na sua casa o estuprador de sua filha. Além disso, o STF e o legislativo rasgaram a constituição de vez. O poder executivo nada falou. Permaneceu calado. Afinal temos que manter a governabilidade. No fim das contas, estamos em dezembro e ninguém sabe quem serão os candidatos que o governo apoiará para as presidências das casas legislativas e que tocarão as reformas tão caras aos brasileiros.

Portanto, os próximos movimentos de Trump e Bolsonaro definirão os rumos políticos e econômicos das duas nações e, quando falamos dos americanos, do mundo. Para nós brasileiros. Uma união definitiva do governo Bolsonaro com o centrão significa: (i) possibilidade da saída de Guedes, odiado pelos militares desenvolvimentistas, (ii) derrota de Bolsonaro em 2022.

   Send article as PDF   

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *