Incertezas tupiniquins – resumo semana 40

As incertezas acerca do situação fiscal do Brasil têm feito com que o Ibovespa descole das demais bolsas mundiais. A despeito da recuperação pujante da economia, a falta de matéria-prima é o maior problema das indústrias, o respeito ao teto dos gastos tem preocupado o mercado.

Enquanto localmente temos uma volatilidade maior, no exterior o mundo parece caminhar para de maneira consistente em direção à retomada do crescimento. Na China os lucros das empresas voltaram a subir. Ainda na Ásia, Singapura reportou um crescimento de 13,7% na indústria em comparação a agosto de 2019. As expectativas na Coréia do Sul, importante parceira chinesa, são que as exportações do país cresçam pela primeira vez em sete meses.

Não é apenas no continente asiático que podemos notar a evolução. Os países europeus também vêm mostrando recuperação, não de maneira tão forte, mas animadora. O PMI francês veio acima de 50 pontos, 51,2 pontos, indicando que o setor industrial está em expansão. Na Alemanha as exportações atingiram o maior nível desde outubro de 2018. O Reino Unido também mostrou avanço da indústria, 54,1 pontos. Além disso, no país da rainha a perda de empregos tem desacelerado.

Voando para a América, os destaques ficam com EUA e Argentina. Este último, por causa de uma das quarentenas mais rígidas e prolongadas do mundo, jogou 40,9% da sua população na pobreza. Uma grande conquista socialista. O país nunca esteve tão igual, em pouco tempo, os argentinos estarão todos na mesma classe social, paupérrimos.

Os americanos vêm saindo da crise das quarentenas de maneira acelerada. A indústria não é a única que mostra recuperação. O setor de construção civil atingiu o maior número de casas construídas em 14 anos no mês de agosto. A soma destes fatores fizeram com que fossem criados 749 mil empregos no país.

Ademais, as contas do governo brasileiro assustaram o mercado. Em agosto foi reportado um déficit primários de 87,6 bilhões de reais, a despeito do crescimento real de 1,3% nas receitas em relação a agosto de 2019. Ao observarmos janeira a agosto de 2020, as receitas caíram 13,23%. A dívida pública seguiu o mesmo ritmo de deterioração, a dívida bruta atingiu 88,8% do PIB, 2,4% a mais que o mês anterior.

Quanto as contas públicas, é interessante notar como os mesmos que até julho exigiam que se ficasse em casa ou “a economia a gente vê depois”, hoje são aqueles quem mais pressionam o governo e o mercado lançando notícias de uma descalabro das contas públicas. De fato, as contas não estão nada bem, contudo, não podemos deixar de notar que a redução de arrecadação e grande parte dos gastos adicionais foram por causa das medidas insanas apoiadas ou executadas por quem hoje acusa o governo de fazer populismo e querer estourar o teto de gastos. Porém, a mesma cobertura não é dado quando aparecem os desviam das verbas públicas que deveriam ser direcionadas para o sistema de saúde.

Assim, olhando para a recuperação da economia e todo esforço que o governo federal fez para que o país não entrasse em colapso como alguns de nossos países vizinhos, podemos dizer, por enquanto, que a crise foi bem administrada e que o mercado pode estar exagerando o pessimismo quanto a questão fiscal, não porque as contas estejam melhor do que se imagina, mas porque tivemos um esforço pontual para sanar um problema criado por alguns que pareciam não se preocupar com vidas, mas sim querer angariar capital político ou desestabilizar o governo. Anteriormente, as medidas na Argentina eram elogiadas, agora o povo de lá passa fome.

Portanto, temos que continuar atentos para que os especialistas que sempre erram e seguem uma agenda à esquerda não façam com que esquecemos os fundamentos e consequentemente as oportunidades no mercado passarem. A grande imprensa fará de tudo para que o público esqueça os méritos da excelente administração da crise por parte do governo, o esforço será até maior do que o necessário para que as pessoas não tenham conhecimento do tamanho dos crimes cometidos diante da histeria do coronavírus. Afinal, 2022 é logo aí e o Foro de São Paulo quer retomar o Palácio Planalto.

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