O mercado murcho – Resumo semana 39

A Bolsa brasileira engatou um canal de baixa e é rumo à terra que fomos. Como numa floresta siberiana, reinam os ursos. Quatro semanas de baixa, a pior desde o crash do coronavírus. Não foi aquela baixa catastrófica, foi uma contínua, sem perceber, que vai corroendo e valor da sua carteira e o total investido apenas vai diminuindo. Com o tempo, você desanima de olhar e se desconecta do mercado.

Por experiência, nestes momentos é que se deve entrar. Os bancos, por exemplo, anteciparam a baixa e estão como caranguejos andando de lado no fundo do mar. Quem antecipa o fundo costuma estilingar primeiro na alta. Costuma. Na Bolsa não há regras de comportamento.

Nos mercados americanos, o TINA – There Is No Alternative – mantém a realização de lucros em torno do 10% das máximas. Na prática, apostando com o dinheiro, Wall Street não acredita na vitória de Joe Biden, de um partido democrata cada vez mais esquerdizado.

O noticiário é aquela mediocridade de sempre. A imprensa jogando tudo o que pode e não pode contra o Trump e Bolsonaro. O primeiro tem a reeleição ameaçada pelos cada vez mais crescentes indícios de fraude eleitoral iminente. O segundo… ora, o segundo… Está difícil colar nele a pecha de culpado pelo coronavírus, mas a Imprensa segue tentando com determinação. Olhando os números da recuperação econômica brasileira, evitamos o pior. Mas quem ainda pensa que a mídia deve retratar fatos vive no século XIX… Como já dissemos, nos bons e velhos tempos da Revolta da Vacina, há quase um século atrás, havia jornais contra e a favor da vacinação. Hoje em dia todos são a favor, e ai do obscurantista, medieval e anticientífico que aventar o contrário. A propósito, o Pantanal voltou a arder em chamas. Pelo escândalo que está sendo feito, nunca queimara antes. E a Amazônia, da gritaria do início de 2019, ou apagou em silêncio, ou está totalmente carbonizada.

O dólar bate no fundo de 5,20 e retorna a 5,60. O dólar aumenta a inflação no Brasil, mas o petróleo, que ainda não se recuperou, segura-a nos combustíveis. Foi notável o aumento de preços nos supermercados, nem preciso ver nos gráficos, vi nas gôndolas do supermercado no óleo e nos laticínios (e não é esta a lição do investidor Joel Greenblat, ver com os próprios olhos da experiência?). Soja vai subindo, café e milho deram uma golpeada para cima e estabilizaram. O termômetro do stress mundial, o ouro, está em volta de 5% abaixo das máximas. Not great, not terrible!

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