Com as barbas de molho – Resumo semana 35

Uma as grandes virtudes do investidor é saber onde o mercado está. No mercado financeiro seguimos a definição de indução de Aristóteles, partimos do particular e concluímos o universal. Ao sair de casa, olhamos o céu consultando a necessidade de guarda-chuva, e nossa pele enregelada advogará em busca de agasalho, ou contra seu excesso, se estiver calor.

Sabendo o clima do mercado, o especulador se posiciona. Viradas acontecem: Sim, a manhã pode estar fria e o sol estralar o asfalto de calor algum tempo depois. Pegar uma virada é sempre lucrativo. Porém, as mais das vezes, se o céu está carregado vai chover.

Todas as consultorias de investimento em suas falastronas newsletters estão cautelosas, com as barbas de molho. O gráfico diário mostra um canal de baixa. Não há grandes notícias que impulsionem o mercado para cima. As notícias de vacinas do coronavírus já fazem parte da paisagem. No Brasil, avanços na pauta fiscal passaram a mover as Bolsas. A imprensa continua com sua pauta político-criminal para destruir o governo Bolsonaro, e os militares continuam fritando todos os ministros civis conservadores, esta semana foi Ricardo Salles, do meio ambiente.

(Eu me pergunto se em sua sanha por purificar o governo para plenamente verde-oliva, os milicos ousarão derrubar Paulo Guedes. Neste caso, será um tiro de bazuca no próprio cujo. Em meus priscos anos, nos muros da FFLCH vi pixada a seguinte frase “A farda é uma jaula que só cabe um animal dentro”, assim com a regência errada mesmo, padrão USP de ensino. Vendo a burrice política dos militares no governo Bolsonaro, vinte anos depois dou razão ao escrito)

Não havendo motivos de ânimo, como a natureza tem horror ao vácuo, surge o desânimo. Os maus resultados dos bancos pesam no índice. O único setor já descontado em relação o período antes da suposta pandemia é o bancário, o resto está bem recuperado. Pior, com os lucros deprimidos pelos lockdows, os múltiplos preço-lucro estão bem altos. Ou seja, mesmo que nominalmente o preço das ações fique igual aos anteriores do crash do coronavírus, são empresas menos lucrativas, logo, investimentos mais arriscados com menos retorno.

Já o dólar não se arrisca a baixar de 5,40-5,60… teria o Banco Central pesado demais a mão no corte de juros? Assunto a ser acompanhado.

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