Tutela positivista – Resumo semana 34

O Ibovespa anda de lado nas últimas semanas. A preocupação do mercado é com a situação fiscal do Brasil. Embora a recuperação econômica do país seja evidente, o populismo praticado há anos pelos governos torrando dinheiro público liga o alerta nos investidores. Essa relação foi explica em maiores detalhes nas duas semanas anteriores.

Desta vez, contudo, a questão fiscal é o centro da discussão. O senado derrubou o veto ao aumento dos salários dos servidores públicos. O rombo seria de R$ 120 bilhões nas contas públicas. Como disse Rodrigo Maia, na terça anterior à derrubada do veto, o legislativo tem responsabilidade e não iria permitir que o teto de gastos fosse rompido. No entanto, quando ele fez essa declaração o presidente da Câmara referia-se à prorrogação do auxílio emergencial. Ele falava isso com um único intuito: não permitir que a continuidade do auxílio aumentasse ainda mais o nível de aprovação do governo Bolsonaro. Os senadores deram-lhe uma rasteira em menos de 24 horas. Para cumprir com sua palavra, o Botafogo teve que articular junto com o governo a manutenção do veto.

Ademais, sabe-se que os militares fazem lobby desde o começo do ano para impulsionar a economia brasileira através de um PAC 3. A saída de alguns liberais do governo mostra quão grande é a pressão dos carreiristas no governo. Salim Matar admitiu que quem estaria dificultando as privatizações são exatamente os militares dentro do governo. Esse foi um dos motivos da saída do empresário do governo. Além dos funcionários que fazem lobby e pressão sobre os políticos em Brasília, os militares adoram cargos.

A mudança na postura do presidente

É nítida a mudança de postura do presidente Bolsonaro. Ele aconselhado pelos positivistas, abandonou publicamente a agenda conservadora que o elegeu e focou na administração da máquina pública. Sabemos como os militares adoram os afagos da imprensa. Só olhar o vice-presidente que sempre que pode atende o jornalistas que vivem dia e noite criando narrativas para derrubar o governo Bolsonaro.

Esse tom mais apaziguador agradou a esquerda. Pois, ela ficou com o terreno livre para fazer os ataques ao presidente e ganhar terreno no campo ideológico sem perigo de sofrer danos. Os positivistas que foram chegando um a um no governo e mandando embora os conservadores querem hoje a cabeça dos poucos que restam: Filipe G. Martins e Ernesto Araújo. Enquanto estes são considerados extremistas, os militares são só sorrisos e afagos ao sanguinário regime comunista chinês. As consequências econômicas de longo prazo podem ser devastadoras para o Brasil, porque não temos conhecimento de nenhuma nação que tenha ficado rica fazendo negócios com os chineses.

De certa forma os militares criaram a tão sonhada tutela militar, ou tutela positivista, no governo. Domaram Bolsonaro, expulsaram a direita do governo e deixaram a disputa ideológica apenas para um time jogar: a esquerda. O que podemos esperar é que mesmo que se confirme a reeleição em 2022, teremos em 2026 um Brasil prontinho, ajeitadinho para a esquerda tomar o poder e fazer o que quiser. O que esperamos que acontece caso os representantes do Foro de São Paulo voltem ao poder é exatamente igual o que acontece na Argentina. Na última sexta, o presidente argentino declarou serviços públicos essenciais celular e internet. Basicamente, estatizou estes serviços e proibiu qualquer aumento até o final do ano. Ele já havia estatizado uma das maiores empresas de alimentos para assegurar a segurança alimentar do país. É o plano venezuelano posto em prático em outro país vizinho. Caso o Brasil não se proteja dessa ideologia comunista – como os positivistas de verde oliva não deixam -, viraremos uma grande fazenda chinesa.

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