No Caminho da Valorização – Resumo semana 30

A recuperação das bolsas vem se consolidando a cada semana. A despeito da variação do humor dos investidores, elas têm seguido com maior ímpeto o caminho da valorização dos ativos. É difícil, contudo, saber o que é motivada pela recuperação da economia real daquilo que é resultado da irrigação do dinheiro dos Bancos Centrais. Não obstante, a velocidade de recuperação domina as notícias e a mente dos economistas. Acertar a velocidade é a resposta que vale um milhão de dólares ou muito mais.

A recuperação na China

Os especialistas têm dito por aí que a China será a única grande potência que crescerá neste ano. Não cremos nisso, porque os números que vêm do governo chinês não são confiáveis. Os números oficiais e a previsões apontam para um crescimento de 2,5%. No entanto, os lucros das empresas pertencentes ao governo – se é que existe alguma que não pertença ao Partido Comunista Chinês – foram 38,8% menores entre janeiro e junho deste ano. Concomitantemente, a Coréia do Sul tem previsão de contração de 0,6% da economia, proporcionada principalmente pela queda nas exportações. No segundo quarto do ano, as exportações caíram 16,6%. Acontece que o maior parceiro comercial do país é justamente o gigante asiático.

Por isso, no ar fica a questão de: como a China pode crescer no ano quando os números de exportação de um de seus principais parceiros comerciais caí ao longo do mesmo período? Parece que a conta não fecha.

Por outro lado, na Europa preocupa a situação da Itália. O governo aprovou mais um pacote de estímulos para a economia e acredita que receberá a maior fatia do pacote liberado pela União Européia. Sabe-se dos problemas econômicos italianos há anos. Eles vivem uma depressão. Pouco crescimento econômico, aumento dos déficits fiscais e da dívida pública. Ficar de olho no país da bota é primordial. Podemos ter surpresas por lá caso a economia do país não se recupere. Entendem-se por surpresa: um discurso mais forte para a saída da União Européia.

Brasil

Por aqui, tudo indica que teremos um desempenho melhor do que anunciado meses antes. A confiança da equipe econômica em uma recuperação em “V” segue firme. A previsão do governo é uma queda de 4,7% ante precisões de 6,5%. Podemos notar essa melhora das expectativas conferindo o relatório Focus.

Ademais, o mercado já precificou o aumento do déficit primário e da dívida pública. Por isso, a bolsa continua subindo. Os investidores parecem confiar na equipe econômica e no andamento da reforma tributária. A tendência é seguir o caminho da valorização. Por enquanto.

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