Não lute contra a correnteza – Resumo Semana 29

O mercado financeiro se resume a um cabo de guerra entre o dinheiro dos bancos centrais para a bolsa subir e as notícias do coronavírus para que tudo caia e prossiga o plano de desmantelamento econômico do Ocidente. Pelo momento, o dinheiro tem levado a melhor.

É óbvio que há mais casos agora do vírus chinês que antes. É simplesmente lógico, dado o avanço da praga. Porém tal é a psicologia humana que os males contínuos não provocam mais terror, apenas os males novos. O brasileiro conviveu na última década com 60.000 homicídios por ano, pior que guerras e epidemias, e a vida seguiu normalmente.

A síntese dialética destas duas correntes se dará nos resultados trimestrais das empresas. Neles os impactos da economia real irão questionar a apreciação do mercado. É o famoso indicador Preço/Lucro, um dos mais úteis da análise fundamentalista. Quanto a ação vale mais que o lucro por ação desta empresa? Os P/Ls estão baixos por conta da depreciação das bolsas, mas se os lucros baixarem, os preços deprimidos da Bolsa estarão em linha.

Não obstante o vírus, chegou-se no consenso que a economia parada gera mais males que a doença (finalmente!). Então os Bancos Centrais não pararão com a chuva de ouro fecundando os mercados (Os velhos teólogos medievais condenavam a usura porque não tinham como entender a capacidade infinita dos governos em esticar a moeda fiduciária). A China e seus aliados na mídia e OMS podem fazer o diatribe que for com os números do coronavírus e novas doenças surgindo (H5N6 na Indonésia, nova gripe suína na China, peste bubônica retornando à Mongólia) simplesmente não é interesse dos governos nacionais ocidentais arruinarem suas economias. A má vontade política senão oposição feroz que mídia e Judiciário fizeram à cloroquina, até agora o melhor remédio para a cura da Covid-19, ficará para sempre nos anais da infâmia universal.

Esta semana foi positiva para o Ibovespa. Rompeu os 100.000 pontos. Entretanto o dólar continua estranhamente apreciado contra o real. Atribuo ás sabotagens internas contra o governo Bolsonaro, cuja ala positivista do Exército é praticamente inerme contra a guerra cultural, e burramente persegue aqueles que têm esta visão. A História ensina, quando o regime militar terminou em 1985, toda a direta civil foi perseguida e extinta pelos militares, e a esquerda era a única força política existente capaz de moldar o processo político, dai chegou ao poder em 1994 com FHC como social-democracia, e em 2002 com Lula, esquerda formal no comando do Foro de São Paulo. E prossegue no poder, dominando corações e mentes no Judiciário, Legislativo, Universidades, ONGs, Sindicatos, Jornalismo… A eleição de Bolsonaro foi como conquistar o cume do Everest enquanto todos os seus inimigos são dono do Nepal, China e Índia.

Não lute contra a correnteza. Se os bancos centrais querem estimular a bolsa, não seja racional e aposte contra, olhando os fundamentos das empresas. Estar certo na hora errada é uma maneira refinada de estar errado, e custa dinheiro. Se a Bolsa tiver de cair com os resultados, que caia. Quando a Bolsa tem de cair, cai até com boas notícias.

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