Muito barulho por nada – Resumo Semana 21

Liberado por Celso de Melo, o grande e bombástico vídeo anunciado como o fim do governo deu em nada. Bolsonaro não disse nada de mais, nem sequer sombra de crime há ali. Muito pelo contrário, foi um discurso forte, feito com sinceridade que marcou a população tanto que já se aventa a sua reeleição. Concretamente, Bolsonaro evocou o ideário da Segunda Emenda Americana, de que armar a população evita uma ditadura.

Como resultado, o mercado reagiu bem. No aftermarket os futuros do fundo de bolsa brasileira em NY subiu quase 3000 pts. A Bolsa brasileira nas segunda-feira abriu em 3,25% .

Coronamarkets

Esta semana a dinâmica do mercado foi das mais interessantes. Assim como há um semestre atrás a Bolsa subia ou caia conforme a guerra comercial Sino-Americana arrefecia ou esquentava, agora são as notícias de cura e/ou vacina do coronavírus e abertura de países que impulsionam os mercados.

Donald Trump soltou uma declaração nos mais severos termos expondo todas as ratadas na condução da pandemia e a cumplicidade criminosa da OMS com o regime chinês, ameaçando cortar de vez os fundos (400-500 milhões de dólares).

Aposentadoria a perigo

Não foi o dólar que se valorizou, é o real que desvaloriza. O real foi uma das moedas que mais se desvalorizou ao dólar nesta loucura de pandemia. Porém juros brasileiros foram um dos que mais baixaram também. Brasil paga juros reais zero hoje. Não obstante, olhando o Dollar Index, vê-se que a moeda americana foi considerada um porto seguro pelos investidores.

Aposentadorias estão a perigo. A mágica da curva dos juros compostos não vai agir. Ficará mais difícil juntar cabedais. E agora? Ir para a Bolsa? Com este massacre na atividade econômica?

Bitcoin e ouro

Há quem prognostique alta do Bitcoin. As ações em alta em descompasso por conta de mais dinheiro emitido pelos bancos centrais terão uma correção com a pior crise de desemprego? Dizem que basta uma variação de um pequeno volume em bitcoin para causar impacto na preço. Ora, com a correção iminente no mercado financeiro pode ser que muitos destes recursos migrem para as criptomoedas.

O ouro saiu do patamar de 1500 USD/onça, testou 1650 e pulou para 1700. Como tudo nesta vida, quem sobe muito tem pressão para descer. E agora?

Pela subida do ouro se diz que não é mais necessário como proteção para a inflação e que, assim que a incerteza econômica da pandemia desaparecer, haverá ainda menos razão para que o dinheiro vá para o metal.

Pela queda se argumenta que o choque econômico será deflacionário e não inflacionário. Quando milhões de pessoas perdem o emprego e a renda de uma só vez, os preços diminuem, não aumentam. Os preços do ouro podem até subir quando a inflação acelera, mas tamanho será o pântano econômico que a chuva de dinheiro dos bancos centrais não vai conseguir gerar a desvalorização das moedas. A alta do ouro recentemente nem foi provocada pela inflação e sim pela aversão ao risco.

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