O Brasil vai surpreender – Resumo semana 18

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Os efeitos do fechamento abrupto das economias são sentidos no mundo todo. As projeções de queda nos produtos internos brutos vão sendo atualizadas. Com as do Brasil não seriam diferente. Os números assustam. Todavia, ouve-se uma voz estridente afirmando que o Brasil vai surpreender o mundo nessa retomada.

Assim, as ações políticas têm dominado nossos textos nas últimas semanas. Não poderia ser diferente em virtude de todos acontecimentos. Desde o fechamento das atividades econômicas por parte dos governadores e a saída de Sérgio Moro do governo. Somando com os constantes ataques dos jornalistas ao presidente, temos um caldeirão de água fervente chamado Brasil.

Nesta semana não poderia ser diferente, o STF interferiu no Executivo diretamente impedindo que o Diretor-Geral da Polícia Federal fosse nomeado sem nenhuma justificativa amparada na lei. Abriu-se, desta maneira, um precedente perigoso no país, principalmente, porque os outros 10 ministros saíram em defesa da atitude Alexandre de Moraes.

Guedes: O Brasil vai surpreender o mundo

Embora o Congresso e o judiciário estejam – mesmo que em sentido oposto ao governo – se movimentando, iremos analisar as ações do Executivo nestas últimas semanas para conter a pandemia, seja na área da saúde ou da economia.

Para isso, não abordaremos os chavões dos “geladeiras cheias” dizendo que o que importa agora é a saúde. Dos pensamentos deles sabemos que o resultado é apenas mais 16 anos de PT. O governo federal desde o dia um da pandemia vem tomando ações para amenizar os impactos do isolamento horizontal ditatorial imposto por governadores e prefeitos.

Contudo, nos surpreendeu as declarações do ministro Paulo Guedes ao afirmar que o Brasil surpreenderá o mundo e terá uma recuperação em “V”. Para descobrir o que está por trás de tamanha certeza ignoramos tudo o que sai em jornais controlados pelo Foro de São Paulo e fomos ouvir o próprio ministro em suas diversas falas.

O Brasil antes do impacto do vírus chinês

Guedes afirmou que o Brasil estava decolando. Os números da receita federal e da equipe econômica apontavam para um crescimento de 2,4% no primeiro trimestre. Quase um sonho para os brasileiros. Grande parte deste crescimento veio do agronegócio, que continua sendo o motor da economia brasileira, dos acordos comerciais e das reformas feitas pelo governo Bolsonaro.

A despeito das projeções de queda de 6% no PIB – 4% da economia interna e 2% externa -, o Brasil não teve queda nas exportações. O que não foi exportado para Argentina, Estados Unidos e Europa, foi compensada pelo aumento do comércio com a Ásia, principalmente, China.

Enquanto a maioria dos países foram afetados pelo lockdown chinês, pois grande parte de sua cadeia produtiva passa pelo país asiático, o Brasil pouco foi atingido. Nosso atraso na integração global das cadeias produtivas, quem diria, protegeu o país dos males que afligem as demais economias. Em outras palavras, não tivemos os benefícios que as outras nações tiveram no passado, entretanto, agora não sentimos as mazelas.

As ações do governo

O governo, segundo o ministro da economia, imediatamente após notar a gravidade dos acontecimentos sanitários e econômicos agiu liberando R$350 bilhões de crédito através do BNDES e Caixa, mais R$150 bilhões de antecipações para pensionistas e aposentados, R$120 bilhões com o auxílio aos informais os R$600,00, R$50 bilhões para redução da jornada de trabalho, R$ 40 bilhões em capital de giro para empresas que preservarem os empregos e R$130 bilhões para financiar estados e municípios. Isto tudo em 3 semanas e meia.

Além disso, o governo ajudou as grandes empresas as quais os bancos não queriam, aéreas e automotivas, por exemplo, mas não usando dinheiro do Tesouro e sim debêntures conversíveis ou garantias de ativos. Os pequenos negócios, não foram esquecidos, liberaram 30% do faturamento anual em crédito para as micro e pequenas empresas. Para as médias, foi dado o auxílio na folha de pagamento e capital de giro.

Em suma, a descentralização dos recursos foi acelerada. Este movimento era uma das reformas que Bolsonaro prometeu em campanha, um novo pacto federativo, e que a equipe econômica está empenhada em concretizá-lo.

A única exigência foi que não houvesse aumento de salário no funcionalismo público para que todos façam um sacrifício e evitando que as verbas destinadas para governadores e prefeitos se tornassem em recursos para promoção política.

Vale ressaltar que, segundo Guedes, a equipe econômica perdeu tempo e energia em abater os projetos maliciosos que iriam destruir a economia brasileira. Podemos até imaginar de quais deputados vieram estas idéias.

O Brasil pós-covid

Falando dos planos de longo prazo, ele rechaçou um programa proposto pelos militares desenvolvimentistas no qual o governo federal seria o grande impulsionador da economia investindo em infraestrutura, um PAC 3 dilmês, e garantiu que o presidente está de acordo com a idéia de que apenas as reformas estruturantes que vêm sendo trabalhadas desde o início do mandato podem fazer com que o país cresça.

Obviamente, o plano do governo é melhorar a infraestrutura, saneamento básico e energia do país, mas, como diz Guedes, é através do investimento privado beneficiado e atraído pelos novos marcos regulatórios, desoneração da folha – o pior de todos – e simplificação tributária.

As privatizações também não estão esquecidas. Os números levantados pelo Ministério da Economia apontam para 1 trilhão de reais em ativos imobiliários e R$900 bilhões em empresas públicas. Este dinheiro corresponde a quase 50% da dívida pública e seria direcionado para pagá-la visando o alívio fiscal do país.

Concomitantemente, Paulo Guedes apresentou novamente a estratégia do governo quanto ao câmbio: aceitar uma moeda desvalorizada e baixar o juros como meio de tentar reindustrializar o Brasil. Um dólar alto favorece as exportações e juntamente com os juros baixos protege e incentiva investimentos no país. Porém, ressaltou que esta estratégia só funciona com o aperto fiscal que vem sendo executado.

Quais os impactos dessas ações na economia brasileira?

Os impactos que o governo espera são o aumento de renda e emprego para o trabalhador brasileiro. Por óbvio, estamos de acordo. Apenas reformas profundas podem fazer com que o Brasil decole de verdade e não dê mais um vôo da galinha.

Deste modo, cremos que as medidas emergenciais devem conter os efeitos da crise gerada pelo vírus chinês e pela incapacidade de prefeitos e governadores em geri-la de maneira séria.

Portanto, após acompanhar várias falas do ministro e do presidente nesta semana esperamos sim que o Brasil vai surpreender o mundo. Não só no que diz respeito ao enfrentamento da atual crise, mas sobretudo na criação de um ambiente propício para que investidores e empresários invistam seu dinheiro no país.

Por isso, acreditamos que a bolsa brasileira está barata. Por outro lado, toda a força que o establishment vem fazendo para manter o país estagnado e derrubar o presidente pode ser o único fato que impeça o Brasil de ter um futuro próspero.

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