O grande crash do Coronavírus – Resumo semana 11

Crash do Coronavirus

Três circuit breakers! Três! Dois deles no mesmo dia, a quinta-feira negra, 12 de março. Tudo começou domingo a noite, o fatídico 8 de março que levou a um circuit breaker segunda feira, 9 de março:

Canta-me, ó deusa, do Arábio Sheik a ira tenaz que lutuosa aos mercados no Inferno vermelho lançou tantos mercados: Houve um nume que malquistou o Russo Czar com o Maometano Príncipe? Pelos preços do petróleo em discussão infrutífera da OPEP com a Rússia. Irritado, o árabe reduziu os preços do óleo e – bum! – num choque do petróleo inverso. Pois é, agora a crise é por conta da redução. Faz algum tempo que acompanhamos a queda de braço entre Rússia e Arábia, mas é surpreendente que a pacata Arábia, fiel aliada dos EUA e fiadora do dólar como moeda internacional (eles só aceitam dólares pelo óleo) fosse chutar o balde.

O comportamento atual do mercado está pior que na crise do subprime; em 2008 o mercado demorou cem dias dias para cair 60%, em 2020 o mercado já cai 30% em duas semanas. E para arrebentar mesmo nas bull traps, cai 10% num dia e sobe 10% em outro, como terça-feira e sexta. A volatilidade reina suprema.

Quinta-feira, dia 12 de março, houve o crash duplo no Brasil; os Bancos Centrais anunciaram estímulos, o mercado com medo resolveu vender: O Banco Central americano vai lançar mais um trilhão e meio de dólares no mercado, ainda assim cai. Quando boas notícias derrubam o mercado estamos diante de um mercado de baixa. Títulos americanos operando próximo de zero, títulos europeus negativos.

Os ativos que afundaram

Surpresa veio do bitcoin: Moeda segura anarco-capitalista? Que nada! O bitcoin caiu com os mercados! É positivamente correlacionado com os ativos de risco! É commoditie. Perdeu a razão de ser!

Até o ouro tomba, porque vendem para honrar os outros compromissos. Mas tende a subir. E o dólar também. Bateu a barreira dos R$ 5,00. Curioso como esta crise está reavivando o dólar como reserva de valor. Bom para a China e seu estoque de títulos americanos.

Aliás, desde o início da crise temos o petróleo o o próprio bitcoin em queda de 50%. Da mesma maneira as Bolsas mundiais. Só a Bolsa da China não cai, proibiram os shorts. Em que pese a italiana e a espanhola com mesmo mecanismo, caindo. Mas como acreditar na China? No começo do coronavírus achei que seria extinction level. Por quê? Porque jamais acreditei nos números chineses. Quando chegou na Itália e na Coréia do Sul, as estatísticas da infecção ficaram mais confiáveis. Dizem que a China está retomando. Difícil acreditar. Até as tias do zap estão divulgando posts denunciando as armações chinesas.

Hora de ir às compras?

Comprar? Estão baratos os ativos? Mas e a economia mundial? Talvez o coronavírus seja um extinction level nas companhias aéreas, de turismo, de saúde… Zapeando rapidamente os gráficos, em um mês, Azul, Gol, CVC perderam 65-75%, Petrobrás perdeu 50%. Barato? Barato. Mas e os níveis da economia mundial? Então pode ser que estes ativos estejam caros. Cyrella, minha querida, caiu 50% também. Boa para comprar? Mas quem vai entrar em financiamento imobiliário agora? Muito da economia brasileira é baseada em serviços, uma quarentena vai arrebentar os Shoppings Centers e comércio.

Este é o grande problema das crises. Tudo fica barato porque a atividade econômica se interrompe. Buy on dips, mas este não é um dip. É uma crise, e uma crise feia.

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