Não teve guerra mesmo assim caiu – Resumo semana 2

Não houve guerra. As tensões cresceram e recuaram, com o Irã e Trump entrando em negociações. Para salvar a cara, os persas terceirizaram a grupos xiitas soltar uns foguetes numa base americana vazia no Iraque. Pronto, vingança feita. As más línguas do maquiavelismo de botequim dizem que secretamente os aiatolás queriam se livrar do General Suleiami. Ainda houve um terremoto por lá e derrubaram por engano um 737 da Ucrânia (nada mais diferente de um avião militar, dizem os especialistas), matando 200 inocentes civis, a maioria conterrâneos. Este é o país que quer a bomba atômica! Como bem ironizou o professor Olavo de Carvalho, os aiatolás são especialistas em automacumba. 

O petróleo não precificou as tensões. O mercado mundial de petróleo tem muito mais oferta que a época das duas Guerras do Golfo. Até o Brasil produz mais. México também. Os EUA estão virtualmente auto-suficientes em energia com o gás de xisto. A Bolívia, recentemente restaurada na democracia, também aumentará a produção de gás. O único país que diminuiu a produção foi a Venezuela, destroçada pelo socialismo chavista. O Iraque estabilizado vende seu óleo (querido pela boa qualidade) tanto pelo Golfo do Pérsico quanto pelo norte via Curdistão e Turquia, longe da eventual ação iraniana. Se os EUA realmente quisessem óleo (que pretensão mais “anos noventa”!) ele trataria de intervir na Venezuela, mais perto e mais interessante, ou mesmo fornecer mais leite de pata ao xisto na forma de subsídios. E jamais nos esqueçamos da Arábia Saudita sempre ali, fiel aos EUA como ao Profeta, que, mesmo tendo sido recentemente atacada por terroristas pró-Irã em suas refinarias, está pronta para torcer pelo aumento dos preços e produzir mais óleo depois.

A verdade é que o mundo não é mais dependente do petróleo. Não é mais Dune. “The planet Arrakis, land of sand, home of the spice melange. The spice controls the Universe. Whoever controls Dune, controls the spice”. O petróleo convive com as energias alternativas. A OPEP não tem mais o poder que tinha. A Rússia por fora tem seus esquemas com gás. Aliás, a indústria de xisto americano bem que precisava de uma guerra para decolar, sempre ameaçada por petróleo barato. E o pré-sal brasileiro, eldorado em alto mar dos tempos lulistas, está lá no mar, só com a Petrobrás extraindo por dever, os últimos leilões não atraíram interesse externo. Como comentamos quando do ataque às refinarias sauditas, há mais interesse no petróleo para cima que para baixo. 

Mas caiu!!!

Não teve guerra, mas a realização da Bolsa brasileira foi brava, semana inteira de queda. houve umas bull traps que mesmo este que vos fala caiu. enquanto rufaram os tambores de Marte a Bovespa ia que ia… agora que as pombas da paz voam, queda, queda e queda. Faz parte. Cai porque sobe. Quem é esperto que compre. 

Quem for mais cínico diga que o Bear Market começa com uma “saudável realização de lucros”. Também diga que o Bull Market é uma “exuberância irracional”. 

Quem deu susto esta semana foram os fundos imobiliários. Sem liquidez, a realização deu uma bela pancada no iFix. Ele que subia bonitinho feito o juro do CDI, hein?

A economia americana vai bem, a brasileira também. Mais uma ameaça de guerra para trás. E – ora ora! – Boris Johnson conseguiu o Brexit, pelo jeito a economia britânica também irá bem.

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