Petróleo on fire – Resumo semana 37

petróleo on fire

O ataque às instalações de petróleo da Arábia Saudita colocaram o mundo inteiro em alerta neste final de semana. Um grupo terrorista ligado ao governo do Irã assumiu a autoria. Contudo, espera-se maiores detalhes para a confirmação. O certo é que o Oriente Médio está on fire.

China e Rússia pedem cautela quanto a tomada de decisões precipitadas. Elas sendo aliadas do governo do Irã apenas fazem sua parte. A China, por sua vez, já foi acusada de descumprir as sanções americanas ao petróleo iraniano.

De fato, o Irã é uma bomba relógio. As sanções causaram problemas fiscais no país. E sabe-se também que o governo é historicamente ligado a grupos terroristas. Recentemente foi acusado de atacar dois navios no Golfo de Omã. Com isso, o preço do petróleo disparou mais de 10%. Agora teremos que aguardar a reação dos Estados Unidos. Será que teremos uma guerra a frente com tantas provocações do Irã?

Brasil: CPMF

No Brasil, a inflação baixa manteve apostas em mais corte na taxa de juros. Além disso, tivemos a demissão de Marcos Cintra do governo. Ele insistiu na criação de uma nova CPMF.

Claro, a imprensa caiu em cima do governo. Criticou. Matérias e matérias. Bolsonaro mandou exonerar Cintra. Então, os jornalistas começaram a defender a CPMF.

O Brasil também está on fire.

China is not on fire

Mais indícios que a economia chinesa não vai bem. Na mídia, quando a guerra comercial é abordada, o foco são os Estados Unidos e Donald Trump. Os jornalistas no mundo inteiro parecem esquecer que a China faz parte desta guerra. E está perdendo.

Os dados liberados na semana passada mostraram as vendas do varejo acima das expectativas do mercado nos EUA. Já na China, além de redução do número de empregos, a contração dos preços ao produto começa a atingir a indústria. Pequim está virando exportador de deflação. A deflação é o que todos os países tentam evitar.

Não obstante, as exportações chinesas caíram em agosto. As exportações da China para os Estados Unidos afundaram 16% na comparação anual. Tudo indica que Trump está na frente.

A resposta do Banco Central Chinês foi cortar as exigências de reserva dos bancos do país para empréstimos pela sétima vez desde 2018. Embora seja acusado de manipular a moeda, a saída para o governo comunista chinês pode ser desvalorizar mais ainda sua moeda para que seus produtos fiquem mais competitivos ainda no mercado internacional e não haja uma queda nas exportações.

Por fim, quem apostava em Petrobrás irá lucrar no curto prazo com a disparada do petróleo. Mas temos que ficar de olho na resposta americana aos ataques de Teerã.

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