Reforma da Previdência – Resumo Semana 27

Finalmente a reforma da previdência vai ao plenário da Câmara. Entre muitas idas e vindas ela pára em sua parada principal.

Na semana:
Ibovespa: 104.089 pontos, +3,09%.
Dólar: R$3,82, -0,78%.

Desde o início do ano nossa expectativa era que a reforma da previdência fosse aprovada. Nada mudou. O que pontuamos diversas vezes é que, em função do jogo político, poderíamos ter uma reforma muito mais branda daquela que necessitamos.

O que nos preocupava – e agora falamos como brasileiros, não como analistas – era a disputa do poder e as benesses que o Centrão queria manter, claramente o governo Bolsonaro cortou. Por benesses podemos entender cargos e privilégios. Por vezes, na mídia saíram rumores de dentro dos corredores de Brasília que uma reforma de 1 trilhão garantiria a reeleição de Bolsonaro em 2022. Por isso, líderes partidários do Centrão e esquerda mantinham conversas para minar a reforma da previdência.

Neste contexto, as posições foram sendo alteradas durante as semanas. Rodrigo Maia e seus comparsas fizeram de tudo para tirar os méritos do governo na reforma. Chegaram a apresentar em fazer um texto totalmente novo. Em outras palavras, a estratégia era enfraquecer o governo. Assim, alteraram a tática, primeiramente tentaram falar da falta de articulação, ou seja, não eram oferecidos cargos a eles. Ao notarem que esta não funcionaria, partiram para tentar tirar o protagonismo do governo. Assim, criticaram pontos da reforma e queriam transparecer que o poder estaria no Legislativo e que eles salvariam a nação.

A comunicação entre Congresso e Governo

As mensagens de Maia e Alcolumbre para o presidente Bolsonaro eram ecoadas pela mídia. Criou-se desde o primeiro dia de governo a narrativa de instabilidade e que na segunda semana se tornou “crise”.

De fato, existiam falhas de comunicação entre governo e congresso. Tanto que no fim de maio Onix Lorenzoni foi retirado da articulação política. Porém, o que realmente acontecia era que o Bolsonaro não estava oferecendo cargos em troca de apoio à reforma da previdência. Esta era a comunicação que os deputados não entendiam.

Nesta semana isto foi evidenciado pelo Ministro da Economia Paulo Guedes numa conferência da XP para investidores. Ele afirmou que o Congresso Nacional estava acostumado com um tipo de diálogo e o governo assumiu outro, assim, fez-se necessário um tempo para que os dois se entendessem.

No meio desse turbilhão tínhamos então: de um lado o presidente Bolsonaro, sua equipe e o povo que foi para as ruas apoiá-los e de outro os deputados e senadores do Centrão, os comunistas do PT, PDT, PSOL e a mídia.

No fim, a reforma que irá ao plenário da Câmara prevê uma economia de 990 bilhões de reais, maior do que imaginávamos. Pois, sabendo do ambiente de Brasília e de como funcionam as coisas, uma reforma de 800 bilhões já seria o suficiente para tirar o país da lama.

Exterior

Enquanto o Estados Unidos seguem criando empregos. As exportações da Coréia do Sul caíram pelo décimo primeiro mês seguido. O PMI do país está abaixo dos 50 pontos, o que significa contração da indústria. O mesmo acontece na China, onde o índice caiu para 49.4, o que surpreendeu o mercado. Todavia, nos EUA nem tudo são flores, pois a atividade da indústria americana também caiu, mas se mantém acima dos 50 pontos.

Portanto, as indicações são que as tensões comerciais deram uma freada no ritmo da economia global. Mas para nós brasileiros, agora, o que importa é a reforma da previdência.

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