O Establishment é inimigo do investidor – Resumo Semana 18

Entablishment

A Bolsa brasileira andou de lado esta semana. Parece-me que os investidores finalmente compreenderam que acompanhar noticiário político é o caminho mais certo para neuroses. O Congresso Nacional na Praça dos Três Poderes consegue ser mais variável que a Bolsa na pacata Rua XV de Novembro. Alta de 0,5%.

O dólar teve quarta semana de ganhos, acumulando uma alta de 1,71% e 0,5% no ano. Não direi que não há tensão, sempre há. Mas, alvíssaras, o ouro tem mantido sua queda e está em 1280 USD/onça. Aguardem para se posicionar. Em 1200 USD/onça eu grito como Jim Cramer: BUY, BUY, BUY!!!!

Como um hábil peão montando um touro, a Bolsa Americana toca pela treceira vez em seu recorde e se mantém na sela sem cair. A taxa de desemprego americana ficou em 3,6%, abaixo da expectativa de 3,8%. A economia americana cresce a olhos vistos. Não é a toa que o Dow Jones flerta com recordes. As taxas de juros americanas permanecem estáveis. E Trump não deixa o Fed descansar se ousar aumentar as taxas. Se os cânones de análise técnica estão certos, lamber um recorde tanto tempo é indicador de rompimento bem possível.

Mas a China… ah, notícias ruins vem da China e nem mesmo os números deles conseguem esconder. Já havíamos colocado aqui a periclitante situação chinesa e a contínua manipulação do yuan. O tal PMI, um índice de intenção de compra com gestores, veio bem abaixo do esperado, e um tico acima do que seria contração. Sendo a China o que é a China, este tiquinho se atribui à mão invisível, não a de Adam Smith, mas a de Mao Tsé Tung mesmo.

Vejam o caso da Petrobrás… tanto se especulou sobre intervencionismo de Bolsonaro, e esta semana as ações caíram porque o preço do petróleo caiu. Simples assim. Isso com aumento da gasolina, diesel e tudo… que foi no barata-voa da imprensa, desejosa de fazer um auê contra o governo, perdeu dinheiro.

BBAS3

O presidente Bolsonaro disse num comentário lateral que o Banco do Brasil deveria baixar as taxas de juros. Pronto, já acusaram Bolsonaro de ser intervencionista e ser uma nova Dilma (Na verdade o governo Dilma III é um eventual governo Hamilton Mourão). As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram apenas para se recuperar no mesmo dia, porque é só saliva. Quem vendeu puts para os desesperados por seguros, e ganhou dinheiro. Ou seja, quem lê noticiário perde dinheiro. Parodiando Warren Buffet, o mercado é uma máquina de transferência de dinheiro de quem lê Folha, Estadão e Globo para quem vê a conjuntura. São os especialistas em errar.

Mas uma notícia política cumpre comentar. O deputado Paulino “da Força” dirigente sindical, cometeu um sincericídio e disse, em resumo, que a Reforma da Previdência precisava ser desidratada para que Bolsonaro não se reelegesse presidente. Esta foi uma frase tão mesquinha que até mesmo setores moralmente entorpecidos acordaram. Meus amigos, o entablishment, isto é, a classe política, a mídia, o beautiful people do show business, até mesmo os outlets financeiros, são seus inimigos, são extensões do governo, e não do governo eleito, mas do deep-state, o malfadado estamento burocrático de que falava Raymundo Faoro. Foco nos fundamentos. Foco na Alta Cultura.

Burguer King: Quem lacra não lucra

O establishment inimigo do investidor tem muitas faces, uma dela no meio de propaganda e marketing. Não é a toa que João Santana e sua esposa, marketeiros de Lula, Dilma, Hugo Chávez e Nicolás Maduro estão presos por corrupção. O Burguer King Brasil, saindo de seu business de vender comida de sabor duvidoso, altamente calórica e de baixa qualidade nutricional entrou na política e fez propaganda atacando o presidente por conta de sua decisão com o marketing do Banco do Brasil, estatal. Os eleitores de Bolsonaro, metade da população, furiosos prometem um bem sucedido boicote ao Burguer King. Uma empresa que aliena metade de seus consumidores num mercado de alta concorrência é para sair fora. Quem tiver BKBR3 venda. Quem quiser entrar, não o faça. As ações fecharam a semana em forte queda.

Falando em outros establishments, em tempo, a Investing Brasil, provando sua covardia e falta de espinha, nem aprovou nem rejeitou meu artigo sobre os perigos de Hamilton Mourão. Como bem disse Dante Alighieri, há um pedaço do Inferno para quem se mantém neutro.

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