A Maldição Maia – Resumo semana 13 –

A Bolsa do Brasil começou com profundo medo no início da semana, continuando os temores da semana passada com as possíveis ameaças à Reforma da Previdência. Caiu muito até quarta-feira, porém com as vitórias do governo pela composição com o presidente da Câmara, mediada pela deputada Joyce Hasselmann, dos Ministro Sérgio Moro e Paulo Guedes, a Bolsa recuperou-se nos últimos dias.

Ibovespa

O dólar chegou a valer mais que R$ 4,00. Porém recuou para um ambiente mais natural e a tendência ainda é de queda.

O falso rompimento do suporte da bolsa brasileira apenas consolida mas ainda esse suporte de baixa em 90.000, e agora com a negação do recorde em 100.000 temos mais ainda forte a resistência. O dólar também parece estar condenado a esta banda cambial natural suja, de 3,6 – 4,0.

Porém tenham esperança, quando o Ibovespa romper mais 100.000 pontos terá de ter muita força. Se o fizer, tudo indica que vai até 200 mil pontos a nova marca psicológica e ainda alcançável dentro do governo Bolsonaro.

Rei Dólar

A volatilidade neste ínterim é esperada do mercado brasileiro como resultado dos embates do front político. Mais do mesmo. Uma coisa é fato houve uma excelente ponto de entrada terça e quarta-feira no mercado brasileiro. Quem não der ouvidos ao barulho via ganhar dinheiro.

Houve bastante celeuma sobre a questão da chamada PEC Zumbi, a imposição das emendas parlamentares para o orçamento. O Mercado não entendeu se é bom ou se é mau sinal. É verdade que foi algo defendido pelo próprio Jair Bolsonaro quando deputado e atualmente pelos seus filhos, e votada em massa pelo PSL na Câmara. Francamente o assunto de orçamento público é complexo e realmente poucas pessoas no Brasil o entendem. Confiem em Paulo Guedes e Marcos Cintra. Os sinais de aquecimento da economia brasileira são bons e a geração de empregos tem sido em maior quantidade. Construção civil não decolou ainda, mas ela é uma das últimas.

Não se pode olvidar que a imprensa está fechada em massa contra Bolsonaro, e será uma pedra no sapato em seu governo, assim como tem sido no governo Trump (aliás, a tese do “conluio russo” se mostrou ser fake-news das bravas). A estratégia dos setores que desejam a queda de Jair Bolsonaro está ficando bem clara: Através da imprensa espalhar um clima que não há governo no país, exagerando os erros do governo, bem como estimular o azedamento das relações entre o Executivo e o Legislativo. Uma uma aliança de esquerda centro e social-democracia para derrubar Jair Bolsonaro apareceria num impeachment no Congresso. Um governo tampão do General Mourão seria de características sociais-democrata (conforme a sequência de declarações do General à imprensa) com um pacto para aprovação de uma reforma da previdência mínima. Como os militares são tecnocratas e positivistas, facilmente percebe-se que a esquerda vai vencer (mais uma vez) a guerra cultural e voltar ao poder Essa é a estratégia da oposição. A Bolsa cairia num primeiro momento na saída de Bolsonaro e Guedes, depois subiria num governo Mourão-Tucano-Liberal, depois cairia de novo com PT ou PSOL inevitavelmente conquistando a Presidência. Dólar em caminho oposto.

O governo tem muito apoio popular e o pacote anti-crime de Sérgio Moro é intensamente apoiado pela população brasileira, o que, essencialmente, não entra no âmbito econômico nem na concepção economicista pela qual a política brasileira tem sido pautada desde a Nova República e até bem antes, dentro do regime positivista tecnocrata dos governos militares

Pode-se dizer que o próprio Rodrigo Maia presidente da Câmara sentiu na pele refletindo nas redes sociais o intenso apoio do governo Bolsonaro. Os mais velhos hão de se lembrar dos frequentes embates entre os presidentes da Câmara e do Senado com o Executivo de outrora, o lendário Antônio Carlos Magalhães versus Itamar Franco, o próprio Renan Calheiros e Eduardo Cunha versus Lula e Dilma e tantos outros! É frequente na situação do presidencialismo brasileiro o embate entre os chefes do legislativo e executivo. É mais do mesmo porém nós temos um chefe do executivo com apoio popular intenso com o qual a velha política não contava.

O mais importante para o investidor agora é não prestar atenção na clima político nem no barata-voa da Imprensa e se voltar para os fundamentos. Com toda esta volatilidade, para aqueles que gostam da estratégia, vender opções é uma excelente tática, naturalmente com um bom gerenciamento de risco.

Quanto às ações…

Por ser um campo chave na guerra cultural naturalmente o Ministério da Educação fica sempre sendo um alvo bastante antes das ações políticas. Kroton e Estácio continua muito voláteis o Ministério da Educação continua com suas restrições internas

O leilão de trecho da ferrovia norte-sul um anjo de quase 100% foi investido pela Rumo Logística e tudo indica que com o aumento da atividade econômica as empresas de logística (Tegma, Wilson Sons).

Os bancos sofreram um pouco essa semana até porque eles subiram bastante. As estatais Eletrobrás e Banco do Brasil sofrem articularmente com as questões políticas.

Petrobras segue naquele dilema dos bons fundamento dentro do Brasil versus queda do petróleo internacionalmente. A empresa agora tem uma gestão mais técnica e estão sendo saneados os problemas de corrupção.

Quanto à Vale do Rio Doce, ninguém derruba otimismo da Vale nem mesmo com problemas junto a outras barragens. A ação subiu muito e para o pânico dos fundamentos ameaça fechar o GAP que o acidente de Brumadinho provocou.

No campo internacional as negociações entre a China e Estados Unidos ainda não terminadas demonstraram avanços colaborando para uma certa calma e falta de notícias. Para Europa com eterno lenga-lenga do Brexit mas que pouco influencia o Brasil e o mercado latino-americano

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