A Quaresma – resumo semana 10

Quaresma

Começou a quaresma com a quarta-feira de cinzas e foi uma semana complicada para o mercado financeiro. A semana foi curta no Brasil, o Ibovespa testou o suporte – mas foi um falso rompimento! – retomou na sexta-feira quando Paulo Guedes num discurso favorável à reforma fez um belo aliso retórico no mercado financeiro, com ajuda do cenário externo. Mas as nuvens se avolumam no horizonte.

Honestamente morro de medo de um mercado que precisa de afagos verbais. A congestão continua, mas as quedas estão mais pronunciadas. A Bolsa brasileira termina a semana em alta, mas isso significa muito pouco.

Entretanto o mercado exterior não vai bem e o sinal de alerta está dado no Dow Jones, que realmente perdeu a média móvel de 26 dias.

O Fim da China?

Conforme já nos perguntamos semana passada, qual a real situação da China? Nesta semana, outros estudos acabaram demonstrando a fraqueza dos números chineses, por mais maquiados que a ditadura comunista os faça.

O Shangai Composite (SSCE), que vinha numa perigosa alta exponencial, na sexta desceu também de elevador. China no Brasil é Vale, é BRF Foods, tem bastante influência no Ibovespa. Cuidado.

Não é improvavél uma derrocada da China. Nada improvável.

A Falha do Ouro e a Boa do Dólar

O ouro vinha numa estranha alta acompanhando a alta do Dow Jones, entretanto falhou em fazer mais um topo. O mesmo se deu com a prata. Mais uma vez um comportamento estranho. Se realmente a crise virá da China, o ouro deveria estourar como um porto seguro. Será a última parada para entrada do ouro antes da crise?

Compradores brasileiros tem um particular problema com o ouro, já que aém do preço em dólar/onça (1250-1300 UDS/onça) temos que converter para dólar. Nas casas de ouro brasileiras não foi percebida a baixa porque o dólar subiu também. O dólar deu uma boa subida de 2,5% esta semana.

Educacionais, Vale e Petróleo

As ações das educacionais (Krot3, Estc3) apresentaram forte volatilidade. Muitos rumores sobre trocas no Ministério da Educação. Acredito serem prematuros os rumores. Observando os volumes e os preços, se kroton subiu por conta dos trocas no ministério, então subiram em janeiro também por nomeações? O tamanho dos candles e os volumes estão compatíveis com as leis de Wyckoff do Mercado Financeiro, “muito volume, muita variação de preço”. O que temos é uma ação volátil, num preço volátil (10% é 1 real só) e que num pull-back num suporte. Ou seja, a ação já reagia assim volátil mesmo. Kroton e Estácio estão muito baratas em P/L, todos estavam de olho. O mercado se animou no Brasil e comprou a top-pick.

Em tempo, troca de comando na Vale3 levou suas ações para cima. Entretanto, com a China fazendo água e a empresa acossada pela Justiça, o prognóstico não me parece favorável.

Quaresma

E a despeito da Arábia Saudita, o preço do petróleo vai para baixo com a pressão da produção do óleo de xisto americano. Algumas petroleiras como Chevron e Exxon-Mobil tem óleo de xisto no portfolio de produção. Mas ainda assim Petrobrás é a queridinha dos analistas braisleiros, mesmo com BDRs de Exxon Mobil disponíveis (EXXO34 lamentavelmente às moscas e com baixa liquidez).

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