Como investir no Tesouro Direto

Como investir no Tesouro Direto

Se você quer garantir uma renda no futuro, é necessário escolher os investimentos certos para que, no momento que você precise do dinheiro, ele esteja lá, guardado e seguro. Hoje, para que isto se torne realidade, deve-se saber como investir no tesouro direto.

Os primeiros passos já foram explicamos aqui antes, mas iremos reafirmá-los. O investimento neste tipo de ativo deve ser feito através de bancos ou corretoras. Sempre observando as taxas cobradas para a custódia dos títulos.

O que é o tesouro direto?

O tesouro direto são títulos emitidos pelo governo. Ao comprá-los, você está se tornando credor do Estado. O título é uma garantia que em um determinado tempo, por ter emprestado o dinheiro, você receberá o valor combinado na aquisição do título.

Uma das grandes vantagens dele é ser garantido exatamente por quem tem a máquina de imprimir moeda. Isto faz com que as chances de calote sejam quase nulas. Claro, que o dinheiro que você resolver investir no tesouro direto pode chegar a sua mão não valendo mais nada, porque impressão de moeda desenfreada causa inflação. Porém, algo você receberá.

Como funcionam as taxas

As taxas podem ser prefixadas, pós-fixadas e indexadas.

As prefixadas tem a nomenclatura LTN. Deste modo, se o Tesouro Nacional lança títulos que vencem, por exemplo, daqui um ano e o valor de face do título fosse R$100,00, no final do período você resgataria um valor de R$110,00. A taxa aplicada seria de 10%, ou seja, você comprou um LTN prefixado com taxa de 10% ao ano.

As taxas pós-fixadas seguem a variação da taxa Selic, que é a taxa de juros básica definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom. Elas são identificadas com a sigla LFT. Assim, se pegarmos o mesmo exemplo anterior, e considerarmos que a taxa de juros subiu de 10% para 20% no meio do período, teríamos o título sendo resgatado por R$115,00.

Já com os papéis que são indexados à taxa de inflação, chamados de IPCA+ ou NTN-B, temos uma característica interessante. Ele é o único que, na teoria, protege o investidor de uma eventual disparada da inflação, pois na hora da compra é oferecida a variação do IPCA mais uma taxa de juro. Supomos agora que eu compre um título de R$100,00 e a inflação medida no ano seja de 5% com adição de um juro de 6%. No final do período resgataríamos R$111,00, ou seja, 11% (IPCA+6%).

Tesouro direto: qual investir?

Para quem está começando é bom saber que o valor de face do título varia, ou seja, se você comprou um título que vence em 10 anos por R$100,00, em algum momento dentro deste período ele pode estar valendo R$90,00. Deste modo, caso precise fazer o resgaste do dinheiro antes do vencimento, pode ser que haja perda de uma parte do dinheiro investido.

Por isso, se você deseja investir no tesouro direto, mas não sabe quando precisará do dinheiro, o ideal é adquirir o Tesouro Selic, pós-fixado, pois este varia muito pouco o seu valor de face. Não obstante, é possível especular no tesouro direto e ganhar 20%, 30% no ano, mas este é um assunto que deve ser abordado mais adiante quando já se tem alguma experiência no investimento.

Portanto, o tesouro direto é uma ótima opção para aplicar seu dinheiro.
Diria que na renda fixa é a melhor. Pelos custos, pelo risco e pela rentabilidade que proporciona. Ademais, no site oficial do governo há um simulador que ajuda na escolha do título ideal.

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