A Festa Continua – Resumo semana 3

A semana foi de alegria no mercado financeiro. Bovespa e Wall Street foram bullish pela maior parte da semana. Foram quatro dias de fechamento em alta do Ibovespa, com apenas terça-feira no vermelho. A semana 3 vai bem, obrigado, prosseguindo a alta da semana passada.

Os estrangeiros começaram a devagarinho entrar na Bolsa brasileira. Entretanto os medos entre a disputa China-EUA são onipresentes e impedem a descida do dinheiro gringo.

No noticiário, parece que a alta não terá fim, o que justamente para o investidor inteligente significa o fim da alta. Toda esta subida é, nada mais, nada menos, que a precificação da Reforma da Previdência.

No mais o petróleo se recuperou das baixas, o ouro andou de lado e o dólar deu uma valorizadinha, mostrando que nem tudo está a mil maravilhas

O tiro saiu pela culatra

Forja Taurus caiu 20% depois do decreto de Bolsonaro sobre a posse de armas. O mercado sobe no boato, cai no fato. Muitos criticaram o decreto como tímido, mas é difícil o Brasil sair de virtual “gun free zone” para níveis texanos. E decretos presidenciais tem a força jurídica de uma teia de aranha. E de mais a mais, Forjas Taurus tem vários problemas de gestão além de ter produto tido como de má qualidade pelos entendidos. Mesmo com o decreto, a piada atribuída ao velho JP Morgan (“o segundo melhor negócio do mundo é uma petroleira mal administrada“) não se aplicará à indústria de armamentos.

No mais, a fusão entre Fibria e Suzano aconteceu no setor de papel. Mais concentração de mercado, menos opções de investimento.

E lembra da queda da Apple semanas atrás, em que – de repente! – todos na semana 1 começaram a prever o futuro mais negro à melhor companhia do mundo? Buy on dips!!! 10% fácil fácil fácil em duas semanas. O mercado é assim mesmo, de repente vendendo ouro a preço de miçangas.

Quando as cafetinas investigam as vestais

A mídia está marcando o governo Bolsonaro de maneira cerrada, investigando em vinte dias de governo todos os atos pregressos da vida do gabinete de seus filhos mais do que 14 anos de governo do PT. Ao ponto chega que estão já verificando o ponto de presença dos assessores nos gabinetes. Se a mídia tivesse tratado os governos anteriores assim, certamente a República estaria em melhores condições…

O caso do Queiróz, assessor de Flávio Bolsonaro, é muito pitoresco. Em que pese o assessor de Flávio ser um dos que menos movimentaram dinheiro na conta durante os vazamentos dos registros do COAF na operação Furna de Onça, para a imprensa parece que só há ele. Para um bom investidor não deveria surpreender a ninguém que um vendedor de carros movimente 27.000 reais na conta, sendo que um carro popular custa R$ 40.000.

Todo início de governo é tumultuado, e rende várias manchetes. Entretando o foco na Reforma da Previdência tem sido admirável e impulsionado o mercado. Esta semana, a ida de Bolsonaro a Davos será a sensação do mundo.

Em tempo, o governo começou a abrir a caixa preta do BNDES e – surpresa! surpresa! – o grupo Estado de São Paulo foi um dos maiores beneficiários. Cui prodest scelus, is fecit!

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