A atuação do Banco Central: inflação, juros e crescimento

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Um dos grandes protagonistas de 2019 no Brasil será o Banco Central. Poderíamos arriscar que irá bem mais além do que os 12 meses do próximo ano. As decisões tomadas em relação à política monetária juntamente com a reforma da previdência e a redução da máquina pública podem ser o propulsor econômico brasileiro por muito tempo. Por isso, o Banco Central terá que ajudar o país a voltar a crescer controlando a inflação e os juros.

No próximo ano, no comando da economia do país estarão pessoas competentes que tem visões bem diferentes de como deve ser conduzida a política econômica do país comparadas com as atuais. No entanto, não podemos afirmar que esta diferença é tão grande quando olhamos apenas para o BC.

Até 2015, o Brasil parecia que estava caindo em um abismo sem fim. Inflação nas alturas, desemprego atingindo todos os cantos do país e recessão. Na época, era tudo culpa da crise internacional.

Novos ventos sopraram, houve troca de comando no país. O novo presidente da república, pressionado pela população, deixou de lado o partidarismo e montou a melhor equipe econômica que o país já teve.

Enquanto o Ministério da Fazenda, comandado por Henrique Meirelles, articulava no congresso medidas como: o teto dos gastos, reforma trabalhista e previdenciária – esta última não saiu – , o Banco Central, comandado por Ilan Goldfajn, fazia uma revolução no comando da política monetária do Brasil.

As medidas do Banco Central para inflação, juros e crédito 

Os gráficos tirados de uma apresentação feita por Ilan no final de novembro mostram quão eficiente foi o trabalho realizado nos últimos dois anos. No primeiro, temos a temida inflação, a destruidora da classe média brasileira. Em dezembro de 2015, ela era de assombrosos 10,67% ao ano (para quem não se lembra naquele período o governo mantinha a rédia curta dos preços dos produtos que tinha controle, porém no supermercado os alimentos e bens de consumo tinham seus preços atualizados mês a mês). Dois anos depois ela estava totalmente controlada e abaixo da meta, atingindo 2,95% a. a.. 

variação inflação IPCA Banco Central

Para conseguir o feito, um choque foi dado na taxa de juros do país. Ela saltou para 14,25% ao ano e as torneiras dos bancos estatais que jorravam crédito na economia foram fechadas. Assim, estas duas ações que restringiram a oferta de moeda na economia tiveram ótimo resultado. Com a inflação controlada a partir de 2017, tivemos uma queda vertiginosa na taxa SELIC. Atingindo o menor patamar histórico brasileiro, 6,50% a. a..

Histórico taxa selic Banco Central

Os juros baixos refletiram também nos custos de empréstimos. Empresas e famílias passaram a pagar menor quantidade de juros para financiamentos. Claro, que esta era a intenção do Banco Central, pois buscava a retomada do crescimento econômico. Para tal, os compulsórios foram também reduzidos.

O crescimento econômico esperado

Em dezembro de 2017, o Banco Central tinha a inflação sob controle e juros baixos. Faltava o crescimento econômico. As previsões para 2018 começaram bem otimistas. Contudo, a reforma da previdência travou no Congresso. As eleições chegaram e trouxeram as nuvens de incertezas sobre o futuro econômico. 

Passadas as incertezas domésticas, o ano também passou. O crescimento econômico esperado que chegou a ser de 2,5% encolheu para 1,4%. Em uma situação normal é pífio, mas se tratando de um país que saiu de uma grande recessão e este país ser o Brasil, podemos arriscar um sorriso de canto de boca.

Resta saber se o crescimento previsto para o ano que vem já leva em conta a reforma da previdência e todas as mudanças nas estruturas que a equipe de Paulo Guedes irá fazer. Buscamos ser otimistas aqui.

Portanto, a atual gestão do Banco Central ajustou a inflação e outras variáveis econômicas e abriu o caminho para a próxima equipe que será responsável por pavimentar e fazer com que o Brasil volte a crescer.

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