Mercado Financeiro, a calmaria vem antes : Resumo semana 47

Mercado financeiro comércio china estados unidos

A semana de Ação de Graças é sempre mais calma no mercado financeiro. Por ser feriado nos Estados Unidos, as bolsas mundiais vêem seus volumes despencarem, por aqui é mais sensível esse movimento. Todavia, a reunião do G20 promete ser agitada.

A bolsa de valores brasileira terminou a semanacom 86.129 pontos caindo 2,62% e o dólar terminou cotada a R$3,82 alta de 2,20%.

Mercado financeiro externo

Na semana que vem, a reunião do G20 promete ser acalorada. Apenas para redigir um comunicado sobre a Organização Mundial do Comércio houve troca de farpas entre Rússia e EUA. Concomitantemente, a China fez declarações reclamando da pouca eficiência da OMC no controle das regras do comércio mundial.

Primeiro, a nossa opinião é que a OMC é inócua. Ela serve para empregar burocratas engravatados. Caso contrário, o Brasil, que é o país que mais infringe as regras da entidade, seria punido toda a semana.

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Segundo, ela vai virar palco da choradeira chinesa e russa (eles andam de mãos dadas sempre), porque, segundo um relatório do governo americano, a China não fez nenhuma mudança nas suas práticas comerciais, ou seja, os americanos continuarão firmes nas restrições contra os chineses, bem como, os chineses seguem firmes com suas políticas de mercado. Não obstante, talvez a mais grave destas seja usar restrições de investimento estrangeiro para forçar a transferência de tecnologia.

E o lado Ocidental?

A Europa não foge de polêmicas. Temos o gravíssimo problema da dívida italiana. O governo do país irá expandir os gastos em 2019 e aprofundar ainda mais o déficit de suas contas. A idéia é fazer a Itália crescer e com o aumento da arrecadação pagar a dívida. As intenções podem até ser boas e o plano dar certo (por hora não preocupa, mas iremos dissecar este problema), contudo, parece que é mais um enfrentamento à União Européia do que um plano de crescimento. Ademais, as negociações do Brexit parecem novela mexicana, não chegam nunca ao final.

Como tudo isto tem influenciado o mercado? Bem, o dólar termina a semana com uma valorização de 0,53% frente a uma cesta das principais moedas mundiais. Fala-se muito de crise nos EUA, mas por enquanto acreditamos que a chance é baixa, pois a economia real vai muito bem na terra do Tio Sam. Entretanto, cabe lembrar que nos últimos dois ciclos de alta de juros dos Estados Unidos tivemos estouro de bolhas. Por isso, é bom ficarmos atentos.

Outro fato que alimenta as preocupações acerca de uma crise no mercado financeiro, foram as recentes quedas nas ações das principais empresas de tecnologia. A verdade é que seus preços estavam muito desalinhados com os fundamentos. E este retrocesso é saudável para o mercado. Mesmo assim, os preços dos papéis americanos estão bem esticados.

Munidos destas informações acreditamos que a tendência é de alta do dólar nos próximos meses e bolsas andando de lado, com algumas empresas exportadoras sofrendo um pouco.

Mercado Financeiro Brasileiro

Na Terra de Vera Cruz tudo se encaminha para um 2019 cheio de emoções, boas. A definição dos nomes dos CEO da Caixa e do Bando do Brasil trouxe esperança para os investidores, pois já se fala em privatizar algumas partes dos dois bancos. Ótimo para os brasileiros. Ótimo para os investidores.

Desde as eleições as ações do Banco do Brasil galopeiam na bolsa. Dia 01/10 estavam cotadas à 28,21, hoje passam dos 45 reais. Valorização de quase 60%. Não menos importante, é o fato de já se fala em reforma tributária. A economia brasileira carece de simplificação tributária há no mínimo 20 anos. A agenda do governo Bolsonaro avança a passos largos e nos dá esperança sobre o crescimento econômico.

Esperamos uma valorização geral das ações para o próximo, salvo algum contratempo não esperado, claro. No mais, comprar ações de empresas que podem ser privatizadas podem ser uma grande aposta no mercado financeiro doméstico.

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