Câmbio vai, Câmbio vem…

Neste momento de transição de governos, o leitor provavelmente deve ter ouvido que tal nome de ministro fez o dólar cair ou subir, ou que tal crise fez o câmbio oscilar assim.

Primeiramente, sejamos chatos com as definições: não é o dólar quem cai, é o real que se aprecia entre as nações. O dólar – ainda – é a moeda mundial, as coisas se passam em relação ao dólar. Em qualquer lugar do mundo se ouviria que o real se sobe ou cai.

Mas tudo bem, concedamos na notícia de que o dólar cai ou sobe. Isto acontece porque há um regime de câmbio flutuante: é a oferta e procura do mercado entre as moedas que faz o câmbio se mover.

O leitor provavelmente ouviu falar também das “intervenções do Banco Central (do Brasil)” no câmbio. O mercado de câmbio tem uma liberdade vigiada. É muito fácil num determinado momento que um fluxo excessivo de dinheiro desestabilize o câmbio. Então o Banco Central entra “dando liquidez”, vendendo dólar ou real a quem pede. O Banco Central faz isso porque oscilações do câmbio bruscas afetam o balanço de pagamentos das empresas e governos. Segundo, porque uma certa meta de câmbio está nos planos do governo.

Nunca é bom o câmbio oscilar muito. Não é bom para ninguém. Volatilidade na paridade entre moedas é indesejável em qualquer lugar.

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