Série moedas: Real brasileiro

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Esta Série Moedas será uma sucessão de artigos em que apresentaremos de maneira leve e sem complicações as principais moedas mundiais para acumulação de riqueza. E no episódio de hoje, nossa moeda, o real…

Episódio I

“O Real Nosso de Cada Dia”

1 real O Brasil tinha um histórico de hiperinflação que destroçou o poder de compra das moedas nacionais por anos. Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro de novo, enfim, os mais velhos se lembram… até que em 1994, no governo Itamar Franco, sendo ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, mais tarde eleito presidente, surgiu a nossa atual moeda, o Real, a moeda do Brasil. O sucesso do Plano Real a grosso modo foi haver apagado a memória inflacionária da economia. Reajustar inflação pode parecer economia contratual avançada para um americano, mas para um brasileiro é comum e intuitivo. Nós reajustamos inflação para tudo. O Plano Real criou a Unidade Real de Valor, URV, reajustada oficialmente. Quatro meses depois de instituída a URV, uma URV passou a valer um real (R$ 1,00). A inflação mensal que era da ordem de 40% caiu para cerca de 1,5% em média. Desde então, malgrè tout, o Real está ai. É nossa unidade de conta, intermediário de trocas e reserva de valor. Atualmente o Real opera em relação a outras moedas no regime de câmbio flutuante, ou seja, seu valor em relação ao dólar obedece o mercado, com intervenções do Banco Central para dar liquidez.

A ESTABILIDADE DO REAL

Moeda nacional e soberania são irmãs siamesas: O Real entre as moedas do mundo é especial porque o Brasil é especial entre as nações: O Real é muito propenso a oscilar com choques internacionais, especialmente com o que afeta a China, nosso principal comprador, e o mercado de commodities, já que o Brasil é predominantemente exportador deles (por exemplo, café, minério de ferro, cacau, carne, etc.). Afetou o balanço de pagamentos do Brasil, afetou a moeda. O Real também apresenta uma das maiores taxas de juros do mundo (veremos mais em nossos artigos de Renda Fixa) o que, sem dúvida, em que pesem as contas públicas, é uma fonte de estratégias de investimento. Em certo sentido, as melhores aplicações de Renda Fixa estão em Real. O Real também sofre com a instabilidade política brasileira e com o descontrole das contas públicas. Toda notícia ruim neste sentido joga o Real lá embaixo. Descontrole de contas públicas gera inflação. Como vivemos em Real, entendemos como “o dólar subindo”. Na verdade, é ponto de vista, é o Real caindo frente às moedas do mundo, tendo o dólar como intermediário.

A RELAÇÃO DO REAL COM A INFLAÇÃO

O Real também tem uma certa memória inflacionária cultural do Brasil. O atual regime de metas de inflação é por volta de 5% ao ano, grosso modo. Desde a sua criação em julho de 1994 até outubro de 2018, o Real acumula uma inflação de 679,24%. Trocando em miúdos, 1 real originário vale 7,79 reais. Sim, oito reais é o novo um real. Reserva de valor, você se perguntará? Calma, até o dólar perde reserva para a inflação (no mesmo período, o dólar teve 70% de inflação: Um dólar virou 1,70 dólares).

R$ 1,00 (1994) = R$ 7,79 (2018)

(Você leu certo)

Qualquer estratégia de investimento visa preservar o poder de compra, seja em Dólar, seja em Real. Mas, evidentemente, o Real sofre mais que o Dólar em inflação.

Leia mais sobre outras moedas:

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Outros

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