Dinheiro e amor, Dimomô de cabeça na love song

NOS BASTIDORES COM DIMOMÔ

“Que saudade desse lugar aqui, meu velho!” Foi assim que Lucas De Moraes Dimomô chegou pra gravar Alô Amor no Rap Box. Realmente, fazia um bom tempo que ele não colava nos estúdios do Casa1, a última vez foi no começo de 2017, mas naquela gravação ele foi com a trupe toda dos manos do TheGust Mc’s. “Ainda tô com eles aqui, tão sempre comigo”, sorriu Dimomô batendo a mão no peito.

Apesar de estar sempre com os manos do grupo, esse som vai sair em um álbum solo do artista, e pra esse som em especial, ele pensou em fazer algo diferente. “Eu planejei lançar essa versão com o DJ LM no meu álbum e fazer uma versão só do Rap Box.” Nessa segunda versão, ele tava falando com o Léo Casa1, a ideia era manter a mesma letra, mas usar um beat da casa ou que os dois criassem juntos ali na hora.

Naquele dia então, o mais importante era gravar a voz do Lucas e o clipe. Só depois, o Léo viria com os botões mágicos da mesa de mixagem pra colocar um beat que eles escolhessem. “Mano, a gente tem feito bastante disso aqui, grava a voz aí eu penso na música só depois”, comentou Léo.

Mas aí, vou te falar não é nada fácil encaixar um beat pronto numa letra já pronta também, tem que ser um casamento muito certeiro.

Eles ouviram trocentos beats, tentaram vários tons e viradas até que todo mundo dentro do estúdio chegou a conclusão: “É esse!”. E o instrumental pra versão de Alô Amor no Rap Box foi decidido.

Depois de concluir o trampo com a música, eles partiram pro clipe e o Dimomô tava na estica. O cara veio montado no look, com um jaco e calça camuflados, com um relógio grande brilhando no pulso. Os oclinhos de sol tinham a lente do tamanho exato pra cobrir os olhos e uma armação fininha que deixava a sobrancelha navalhada aparecendo. Na cabeça, uma faixa vermelha cobria a testa e, logo acima, o cabelo comprido estava amarrado em coque, mostrando o chaveado raspado dos dois lados.

O Léo até comentou. “Essa foi uma das primeiras vezes que alguém chegou na hora e que também já veio com o figurino pensando. Ele tá guerrilha, oh o guerrilheiro!”

“Sou um pouco vaidoso sim. Tipo, a gente faz arte, então tem que aparecer legal na câmera”, explicando o porque da produção.

 

Caminho pra música

Dimomô tá nesse corre há um bom tempo, mas as coisas nem sempre foram tão glamourosas. Pra juntar grana, ele trabalhava em loja de shopping, 8h por dia contando finais de semana e fazia shows também. “Às vezes ia do shopping pro show e do show pro shopping e eu tava ficando 24h por 48h, tava me cansando muito e trabalhando pros outros.”

Até que chegou um dia que ele cansou de ficar ouvindo papo de patrão. “Eu precisei ir fazer um show num dia e fui pedir pro gerente da minha loja, que inclusive é músico como nós. Beleza, fui lá, ele virou pra mim e falou com todas as letras. ‘Lucas, você que escolhe ou a música ou seu trabalho.’” Ele ficou em choque com a resposta, mas não exitou:  “sério mesmo que você tá falando isso? Então beleza, vou escolher a música.”

No mesmo dia pediu as contas e vazou da loja. “Falei que nunca mais ia voltar pro sistema, decidi fazer meu próprio sistema, fazer minha equipe, com quem eu amo, com quem eu gosto.” Foi assim que ele resolveu pular de cabeça na sua música, algo que vale a pena trampar tantas horas por dia. “Troquei o shopping pelo meu próprio sistema!”

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